{"id":38233,"date":"2019-01-15T16:24:38","date_gmt":"2019-01-15T16:24:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.clickfozdoiguacu.com.br\/?p=38233"},"modified":"2019-01-15T16:24:38","modified_gmt":"2019-01-15T16:24:38","slug":"e-agora-em-defesa-da-universidade-publica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/e-agora-em-defesa-da-universidade-publica\/","title":{"rendered":"E agora? Em defesa da Universidade P\u00fablica"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_38234\" aria-describedby=\"caption-attachment-38234\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-38234\" src=\"https:\/\/www.clickfozdoiguacu.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/fernando_martins_foto_marcos_oliveira_unioeste_foz-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"567\" srcset=\"http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/fernando_martins_foto_marcos_oliveira_unioeste_foz-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/fernando_martins_foto_marcos_oliveira_unioeste_foz-300x200.jpg 300w, http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/fernando_martins_foto_marcos_oliveira_unioeste_foz-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-38234\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marcos Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Este artigo \u00e9 uma tentativa de defesa da universidade p\u00fablica, gratuita, laica e de qualidade. Ao afirmar isso, \u00e9 importante at\u00e9 localizar a express\u00e3o em termos hist\u00f3ricos. Embora cada adjetivo acima tenha uma hist\u00f3ria que pode ser remetida aos pr\u00f3prios prim\u00f3rdios da educa\u00e7\u00e3o institucionalizada, dois momentos hist\u00f3ricos necessitam ser localizados como base da conhecida express\u00e3o. Primeiro, o grande movimento do maio de 1968, nascente entre os universit\u00e1rios franceses que rapidamente ganhou o mundo. E tamb\u00e9m, no caso brasileiro, a express\u00e3o foi tomada como bandeira de luta do F\u00f3rum Nacional de Defesa da Escola P\u00fablica, mais do que um espa\u00e7o que reuniu institui\u00e7\u00f5es das mais diferentes matrizes, tamb\u00e9m era em si um movimento. Assim, ao defender uma universidade p\u00fablica, gratuita, laica e de qualidade, remeto-me basilarmente a movimentos de contesta\u00e7\u00e3o e, principalmente, de resist\u00eancia, ancorados historicamente e amalgamados intransigentemente em uma pr\u00e1xis que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, objetiva uma sociedade melhor para todos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Como a proposta de desenvolvimento do texto \u00e9 percorrer todas as palavras j\u00e1 citadas, antes dos adjetivos, comecemos com o substantivo, ou seja, a defesa. Inicialmente, a onda de interven\u00e7\u00f5es judici\u00e1rias e policiais nas universidades merecem destaque. Ainda que a decis\u00e3o liminar de Carmem Lucia, referendada pelo Supremo Tribunal Federal do pa\u00eds ampare a autonomia das universidades e lembre a ju\u00edzes e \u00e0s for\u00e7as policiais que qualquer escolha sem manifesta\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o de ideais \u00e9 simulacro, \u00e9 ditadura, \u00e9 preciso defender a universidade de tais interven\u00e7\u00f5es. Nunca, como nesses dois \u00faltimos anos, tais institui\u00e7\u00f5es sofreram tanto com interfer\u00eancias dessa ordem, pris\u00f5es, condu\u00e7\u00f5es coercitivas, intimida\u00e7\u00f5es, enfim um conjunto de a\u00e7\u00f5es que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, questiona a pr\u00f3pria exist\u00eancia da universidade em seu fundamento essencial, a autonomia. Outro sinal significativo \u00e9 a extin\u00e7\u00e3o de secretarias que est\u00e3o ligadas \u00e0s universidades nos estados, como a secretaria de ci\u00eancia e tecnologia do Estado do Paran\u00e1. E n\u00e3o somente em seu formato, a universidade precisa ser defendida tamb\u00e9m em sua exist\u00eancia. N\u00e3o s\u00e3o poucas as vozes que afirmam que frente \u00e0 crise nacional, em especial no ramo educacional, a prioridade (pode-se ler exclusividade) deve ser dada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o superior, muito se tem apontado, como a extin\u00e7\u00e3o dos cursos de humanas, a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica no ensino m\u00e9dio, a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es de pesquisas aplicadas, ou seja, uma forma\u00e7\u00e3o operacional, o que se distingue e amea\u00e7a a universidade em sua concep\u00e7\u00e3o e exist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Universidade implica em universalidade e isso tem significados t\u00e3o plurais quanto o pr\u00f3prio conceito. \u00c9 justamente em fun\u00e7\u00e3o da universalidade que n\u00e3o se pode admitir proposi\u00e7\u00f5es como a da \u201cescola sem partido\u201d, pois a universidade \u00e9 o espa\u00e7o do contradit\u00f3rio e do pensamento cr\u00edtico e qualquer racioc\u00ednio cr\u00edtico percebe que o conhecimento, a ci\u00eancia e a tecnologia, a inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o neutras, e qualquer tentativa de imposi\u00e7\u00e3o de neutralidade cont\u00e9m um \u201clado\u201d definido, o que se intensifica em um espa\u00e7o plural. \u00c9 preciso que, no ambiente universit\u00e1rio, haja manifesta\u00e7\u00f5es, posicionamentos, reconhecimento das diferen\u00e7as e, sobretudo, di\u00e1logo entre os contr\u00e1rios. E isso \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o somente no campo ideol\u00f3gico e pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m trata-se da necessidade de pluralidade: da necessidade de diversas classes, o que imp\u00f5e \u00e0 universidade a busca de estrat\u00e9gias para inclus\u00e3o das camadas populares em seu meio. Esse \u00e9 um grande desafio, pois, em uma sociedade na qual a desigualdade impera, essa discrep\u00e2ncia tende a se reproduzir e at\u00e9 se intensificar no interior das universidades. Para ser universal, esse espa\u00e7o necessita da democracia, da liberdade em todas as suas acep\u00e7\u00f5es e, sobretudo, de pol\u00edticas de inclus\u00e3o das minorias e um olhar especial \u00e0 maioria alijada socialmente.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Uma das formas de materializa\u00e7\u00e3o da universalidade \u00e9 justamente o car\u00e1ter p\u00fablico de nossas universidades. \u00c9 um formato que dialoga com o ordenamento jur\u00eddico cidad\u00e3o expresso na constitui\u00e7\u00e3o vigente, da educa\u00e7\u00e3o como direito universal. Enquanto entidade p\u00fablica, al\u00e9m de ampliar o direito ao cidad\u00e3o, a universidade atua estrategicamente em favor dos interesses coletivos e do desenvolvimento social do pa\u00eds. H\u00e1 que se preservar a constitui\u00e7\u00e3o e o papel que a universidade brasileira tem no desenvolvimento da ci\u00eancia e tecnologia nacional. Com exemplos concretos, pode-se evidenciar a preponder\u00e2ncia do espa\u00e7o universit\u00e1rio: onde se localiza a matriz de produ\u00e7\u00e3o das pr\u00f3teses neurais, os chamados exoesqueletos, para a reabilita\u00e7\u00e3o da paralisia corporal, do grande cientista brasileiro Miguel Nicolelis? E a matriz tecnol\u00f3gica da produ\u00e7\u00e3o aeron\u00e1utica da Embraer, refer\u00eancia mundial? Ou de onde v\u00eam os cientistas brasileiros que integram o projeto Genoma Humano? E n\u00e3o s\u00f3 na ci\u00eancia, a produ\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica brasileira, produtividade agropecu\u00e1ria, arquitetura e \u00e1reas de servi\u00e7os, enfim, a produ\u00e7\u00e3o nacional. E ainda mais, em uma universidade p\u00fablica, setores como forma\u00e7\u00f5es voltadas para o pr\u00f3prio servi\u00e7o p\u00fablico, como \u00e9 o caso da forma\u00e7\u00e3o de professoras e professores em diversos n\u00edveis, ou para a produ\u00e7\u00e3o no setor art\u00edstico, s\u00e3o solidamente atendidos, ao contr\u00e1rio da l\u00f3gica imperante em outros setores, como o mercado \u2013 veja o caso japon\u00eas de extin\u00e7\u00e3o do ensino na \u00e1rea de humanas. Em territ\u00f3rio nacional, pode-se perceber o alcance da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica das universidades p\u00fablicas no relat\u00f3rio \u201cResearch in Brazil\u201d realizado pela estadunidense Clarivate Analytics \u2013 ligada \u00e0 multinacional Thomson Reuters e divulgado pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior \u2013 CAPES \u2013 cujo conte\u00fado fora veiculado pelo sindicato nacional dos docentes do Ensino Superior \u2013 ANDES \u2013 com o seguinte t\u00edtulo: \u201cS\u00f3 institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas fazem pesquisa no Brasil (\u2026)\u201d. Assim \u00e9 percept\u00edvel o alcance do car\u00e1ter p\u00fablico da universidade brasileira.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O formato mais democr\u00e1tico da universidade p\u00fablica \u00e9 dado por sua gratuidade. O caso da universidade p\u00fablica e gratuita no Brasil n\u00e3o \u00e9 comum. Os modelos estadunidense e europeu em sua maioria s\u00e3o estatais e pagos. Por\u00e9m \u00e9 a gratuidade que garante possibilidades de acesso de um contingente populacional desprovido de qualquer outra possibilidade. Sobre a experi\u00eancia dos pa\u00edses citados, h\u00e1 uma diferente significativa da tessitura social e, principalmente, no formato de produ\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e tecnologia, que \u00e9 bem maior fora das universidades. E, ainda assim, h\u00e1 exemplos, como a Alemanha, que reverteram o modelo e aderiram \u00e0 gratuidade. Por aqui, \u00e9 preciso ainda enfatizar a tradi\u00e7\u00e3o operacional das institui\u00e7\u00f5es privadas. Al\u00e9m de estarem distante do processo de produ\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia, via de regra, o sistema privado \u00e9 substancialmente inferior no que tange \u00e0 qualidade que h\u00e1 no sistema p\u00fablico. Isso \u00e9 evidenciado nos diversos mecanismos de avalia\u00e7\u00f5es, das mais diferentes matrizes e assim se criaram institui\u00e7\u00f5es bastante definidas, na qual a universidade p\u00fablica \u00e9 respons\u00e1vel pelo desenvolvimento social e pelo avan\u00e7o da ci\u00eancia e tecnologia do pa\u00eds, ou seja, por toda estrutura que necessita de investimentos mais significativos, tanto que o sistema stricto sensu, mestrados e doutorados, est\u00e3o majoritariamente nas universidades p\u00fablicas. Os argumentos mais comuns dos defensores do fim da gratuidade no ensino superior brasileiro alegam que o sistema \u00e9 injusto e inverte a l\u00f3gica da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, incluindo justamente aqueles que t\u00eam mais oportunidades de forma\u00e7\u00e3o inicial. Esse \u00e9 um argumento parcial e que n\u00e3o retrata o conjunto do ensino superior brasileiro. A maioria dos estudantes, pode-se citar os de licenciatura, por exemplo, est\u00e3o ligados umbilicalmente \u00e0 escola p\u00fablica. E a proposi\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a seletiva, aos que \u201cpuderem\u201d pagar \u00e9 o cavalo de Tr\u00f3ia para a cobran\u00e7a plena, o que alijaria, novamente, os pobres da universidade, uma vez que qualquer cobran\u00e7a impactar\u00e1 na perman\u00eancia de milhares de estudantes de origem popular.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Outra quest\u00e3o, em tempos t\u00e3o inflamados em torno de um discurso religioso, \u00e9 a necessidade da laicidade da institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria. Inicialmente \u00e9 importante destacar que uma universidade laica n\u00e3o \u00e9 uma universidade avessa a religi\u00e3o ou a religiosidade. A laicidade \u00e9 central justamente para a promo\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a da liberdade de express\u00e3o da diversidade teol\u00f3gica contida em um pa\u00eds multicultural como o Brasil. Todos os credos, bem como todas as culturas necessitam ter espa\u00e7o e igualdade no interior de um espa\u00e7o plural como o universit\u00e1rio. Mais um debate que geralmente \u00e9 deslocado quando se discute a laicidade da universidade \u00e9 a pol\u00eamica entre ci\u00eancia e religi\u00e3o. Inicialmente, \u00e9 necess\u00e1rio ressaltar que embora pol\u00eamica, essa uni\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma premissa inquestion\u00e1vel. H\u00e1, por dentro de diversas atividades ligadas a religi\u00e3o, avan\u00e7os em determinados campos da ci\u00eancia; o verdadeiro debate que se deve travar \u00e9 entre o dogma e a ci\u00eancia. Justamente porque o avan\u00e7o cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico \u00e9 uma espiral dial\u00e9tica de avan\u00e7os conquistados por meio de nega\u00e7\u00e3o de fatos, tecnologias ou premissas anteriormente lan\u00e7adas, porque a dinamicidade da ci\u00eancia n\u00e3o pode ser arrefecida pela inquestionabilidade do dogma. O car\u00e1ter inexor\u00e1vel e o fundamentalismo do dogma e de qualquer religi\u00e3o, que se coloca acima, principalmente do outro, por ser diferente, n\u00e3o cabe em um ambiente universal e, ainda, em algumas situa\u00e7\u00f5es, pode at\u00e9 ser um entrave para o desenvolvimento social promovido pela ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u00c9 justamente essa supera\u00e7\u00e3o ao formato est\u00e1tico, \u00e0 base investigativa, \u00e0 inquietude acad\u00eamica e tecnol\u00f3gica que faz da universidade p\u00fablica brasileira sin\u00f4nima de qualidade. Qualidade que \u00e9 expressa em qualquer ranking (e veja que, por princ\u00edpio, acho tais avalia\u00e7\u00f5es de larga escala equivocadas), seja ele nacional ou internacional, quantitativo ou qualitativo, enfim, principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos demais sistemas universit\u00e1rios, o sistema p\u00fablico \u00e9 incontestavelmente superior. O aporte estatal, o investimento, ainda que cada vez mais escasso em pesquisa, ci\u00eancia e tecnologia, que se faz, essencialmente, com a valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais da \u00e1rea, em suas forma\u00e7\u00f5es diversas e seu cont\u00ednuo trabalho de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, define, por vezes, a excel\u00eancia, que \u00e9 padr\u00e3o de qualidade para toda \u00e1rea. A ordem de exposi\u00e7\u00e3o dessas categorias n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria: qualidade para a defesa da universidade p\u00fablica \u00e9 um dos alicerces para o debate atual, ainda que articulado aos demais, \u00e9 finalidade; um sistema sem apoio estatal, financiado com as regras do mercado ou institui\u00e7\u00f5es religiosas com abordagens dogm\u00e1ticas, culmina, impreterivelmente com o decr\u00e9scimo de qualidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Mas por que a exposi\u00e7\u00e3o dessas categorias para realizar a defesa da universidade p\u00fablica? Inicialmente, porque o formato da universidade aqui descrito \u00e9 inegoci\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 ataques diretamente \u00e0 exist\u00eancia da universidade, mas sim, h\u00e1 ataques a suas formas p\u00fablicas, em sua gratuidade, em seu conte\u00fado. Por isso, reafirmar faz parte da defesa. E por que agora? Vivenciamos um momento muito grave na hist\u00f3ria brasileira e n\u00e3o \u00e9 somente de crise de valores largamente debatida superficialmente por milh\u00f5es de brasileiros, mas uma crise do sistema e, assim, as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas s\u00e3o questionadas, principalmente pelo mercado. Hoje, a universidade \u00e9 uma das mais questionadas, seja em seu conte\u00fado e disputas pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas, seja em sua manuten\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter p\u00fablico. Essa institui\u00e7\u00e3o tem se mostrado secularmente uma das mais est\u00e1veis e necess\u00e1rias para um projeto estrat\u00e9gico de sociedade. N\u00e3o permitamos que uma onda (assim espero) ponha por terra essa institui\u00e7\u00e3o que, embora secular, ainda muito pode contribuir para o projeto de na\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\"><strong><em><span class=\"s1\">*Fernando Jos\u00e9 Martins \u00e9 professor e diretor-geral da Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 \u2013 Unioeste \u2013 Campus de Foz do Igua\u00e7u. Pedagogo, mestre e doutor em Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/clickfoz.com.br\/whatsapp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-34614\" src=\"https:\/\/www.clickfozdoiguacu.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/banner-clickfoz-1-1024x153.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"153\" srcset=\"http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/banner-clickfoz-1-1024x153.png 1024w, http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/banner-clickfoz-1-300x45.png 300w, http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/banner-clickfoz-1-768x115.png 768w, http:\/\/box5640.temp.domains\/~clickfoz\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/banner-clickfoz-1.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo \u00e9 uma tentativa de defesa da universidade p\u00fablica, gratuita, laica e de qualidade. 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