Viola Lindeira selecionará alunos na próxima segunda, 14, em Foz

A Fundação Cultural abrigará o Projeto Viola Lindeira, uma parceria entre a Itaipu Binacional e o Instituto Viola Caipira, que deverá formar 640 músicos amadores e profissionais nos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu, dentro de três anos. O público alvo são crianças e adolescentes que terão as aulas de viola no contraturno escolar. 

O diretor presidente da Fundação Cultural, Adailton Avelino (Cantor) afirma que as pré-inscrições serão orientadas pela Secretaria Municipal de Educação. “No dia 14 de março, na segunda-feira em dois períodos, manhã e tarde, às 8h e 14h, teremos na Fundação Cultural a seleção dos alunos feita pela equipe do projeto Viola Lindeira. São 40 vagas para os interessados”, explica.

O coordenador pedagógico Ricardo Denchuski esclarece como será fundamentada a estrutura das oficinas. “O nosso objetivo além de cultivar a música de raiz é também manter essa cultura acesa do coração não apenas dos mais velhos, mas também das crianças. Nosso desejo é formar uma orquestra com todos esses municípios e juntar todas elas na maior orquestra do mundo, com 640 alunos tocando simultaneamente as mesmas músicas. Um show de 1h30 até 2h, com a criação de músicos amadores, profissionais, professores e adeptos a música caipira”, disse.

A finalidade, segundo o coordenador, é atingir crianças e adolescente de 7 a 17 anos, no contraturno escolar e com vulnerabilidade social.  As aulas vão acontecer todas as terças-feiras, na Fundação Cultural das 9h às 10h15, 10h15 às 11h30 e na parte da tarde das 14h às 15h15 e depois mais 1h15 de aula. São quatro turmas de 10 alunos cada um e com três anos de curso.

O professor de viola, Leonardo Henrique Mariane de 27 anos vai coordenar as aulas em Foz do Iguaçu. De acordo com ele, as aulas funcionam com métodos específicos para o projeto.  “A gente está trabalhando há 15 anos juntamente com a Orquestra Paranaense de Viola Caipira, por isso nossa experiência e didática nessa parte de ensino da Viola Caipira. Desse modo, nós temos métodos que desenvolvemos para o projeto agregando todo o conhecimento. Os alunos vão ter primeiramente o módulo 1, que inclusive ele vai poder levar para casa e poderão estudar na Fundação onde terá uma viola disponível para a efetivação dos estudos”, informou Mariane.

O docente explicou ainda que, “durante as aulas vamos trabalhar nesse método, as questões rítmicas, mão direita, abrangendo vários ritmos do gênero caipira que inclusive facilita, porque usa a corda solta e não precisa necessariamente apertar a mão esquerda. As aptidões necessárias para participar é fundamentalmente o interesse em aprender música”.

Na opinião de Mariane, “no meio dos jovens, pode até ter um preconceito com a viola caipira, inclusive comigo foi assim. Quando jovem eu tinha um preconceito com a música caipira, mas por gostar de tocar violão, o instrumento me encantou”, conclui.