Usina de Itaipu para de funcionar e deixa boa parte do Brasil sem energia elétrica

Nesta terça-feira (10), às 22h13 as 20 turbinas de Itaipu, a maior usina hidrelétrica em produção de energia do mundo, pararam de funcionar.  O resultado foi um “apagão” nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. Boa parte das cidades do Paraguai, abastecidas principalmente por Itaipu, também ficou sem energia.

Segundo comunicado oficial de Itaipu, não houve problema na geração de energia. A paralisação ocorreu por problemas na transmissão. Embora sem informar a causa precisa, Furnas Central Elétrica, empresa responsável pela transmissão da energia produzida em Itaipu, alega que três circuitos de transmissão  entre Foz do Iguaçu e São Paulo pararam de funcionar. Em virtude dessa falha, a Usina Hidrelétrica que faz fronteira entre Brasil e Paraguai paralisou automaticamente a  sua produção, explica o superintendente de comunicação de Itaipu, Gilmar Piola.
 
No momento um dos sistemas de transmissão já foi reestabelecido. Com isso, pouco depois da meia noite duas das 20 turbinas voltaram a funcionar e  o abastecimento no Paraguai já foi reestabelecido. Furnas informou que ainda falta retomar o funcionamento dos outros dois circuitos de transmissão. Contudo, enquanto isso, outras usinas começam a suprir a demanda deixada por Itaipu para reestabelecer a energia nas dezenas de cidades que estão completamente no escuro.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o estado do Rio de Janeiro é o mais prejudicado com a falta de energia elétrica. "Nossa preocupação agora é reestabelecer a energia. Não é encontrar a razão do corte, que deve ter sido por fatores atmosféricos. Não tem nada a ver com o apagão de 2001", afirmou o ministro.

Eduardo Barata, diretor de operações da ONS, afirma que o "apagão" não surpreende, mas preocupa. Diz ainda que por mais investimento que se faça, sempre haverá vunerabilidade às condições climáticas. Questionado sobre quando o abastecimento deve ser normalizado, Barata afirmou que "muito em breve todas as regiões que estão sem energia estarão normalizadas".