
Tomo a liberdade de usar desse espaço, para convidar você, caro leitor, a participar de nossa Conferência Municipal de Cultura. Serão duas datas de extraordinária importância para todos os cidadãos, moradores de Foz do Iguaçu. Acontecerá nos dias 18 e 19 de novembro de 2011. Sim, ainda faltam duas semanas, mas convém marcá-los em sua agenda, com a necessária antecedência, para garantir um pouco do seu precioso tempo.
É uma conferência muito esperada, porque das resoluções ali estudadas dependem os próximos passos de nosso cenário cultural.
Não podemos mais ficar apenas reclamando e apontando o que falta nesta cidade em relação às atividades artísticas e culturais. Isto pode ser o começo. Mas… Temos algum direito? Então vamos buscá-lo. Trata-se de zelar de um patrimônio que pertence principalmente às nossas crianças. Elas estão na gênese de sua existência e em plena formação da própria personalidade.
Como costumo discorrer aqui, a arte e a cultura são aspectos primordiais na construção dum ser humano melhor. Elas têm o poder de transformar-nos, de proporcionar-nos a autopercepção e percepção do outro. É preciso, pois, que tenhamos, daqui por diante, uma política pública de cultura justa, respeitosa de nossa realidade e coerente, que nos dê acesso a estes bens imateriais.
A transformação, através da arte, só é possível com a vivência e a participação ativa. Toda minha formação e experiências comprovam esse pensamento. Não queiramos, porém, só o entretenimento. Aquela velha história do “pão e circo” não forma senso crítico, não desperta, não transforma, pelo contrário, apenas aliena.
Essa semana, comecei a dar aula de teatro a um pequeno e encantador grupo de pessoas. Ao iniciar, fiz questão de dizer que, ali, meu objetivo não é ensinar técnicas do teatro, para que elas busquem o estrelato da TV, teatro ou cinema. Claro que eles sairão dali em condições de iniciar um caminho que pode até levar a isto, se esta for a sua vontade, mas a arte não é para o exibicionismo. Ela não existiria ou não valeria a pena existir apenas para isso. A arte, em qualquer de suas modalidades, existe para dar-nos a cultura, que se articula em tantos outros benefícios que só podemos ter conhecimento pleno de seu valor quando a praticamos ou a apreciamos de maneira permanente e profunda.
A atual política cultural de nossa cidade não é satisfatória, mas nós podemos mudar isso. Talvez não sejamos nós os que usufruirão plenamente da mudança, mas pensemos nas próximas gerações. A história é escrita dessa forma mesmo. Hoje, estamos beneficiando-nos de conquistas que antepassados com visão buscaram e conseguiram em seu devido tempo. Compreendo que muitas vezes vem a raiva e o desânimo, quando comparamos a vida cultural de Foz do Iguaçu com a de outras cidades, mas se lá acontece é porque escreveram e estão escrevendo a história de maneira diferente. Então, vamos escrever a nossa história?
A gente se vê dia 18/11, a partir das 13h, e dia 19/11, a partir das 9h, no Centro Escola Bairro Érico Veríssimo do Jardim São Paulo. Se possível, faça a leitura da Lei 3645. Você pode encontrá-la no site da Prefeitura.

*Claudia Ribeiro é atriz, contadora de história, produtora, dramaturga e professora.
*A opinião emitida nesta coluna não representa necessariamente o posicionamento deste veículo de comunicação


