Na manhã de segunda-feira (5) as empresas que fazem parte do sistema de transporte coletivo urbano de Foz do Iguaçu não compareceram na reunião marcada no Ministério do Trabalho para tentar um acordo com o Sindicato dos Rodoviários.
Nereu Claro da Silva, presidente em exercício do sindicato, comentou que essa atitude mostra que as empresas “não demonstram responsabilidade em um acordo que beneficie as duas partes”.
Ainda haverá uma assembleia com a categoria que decidirá se a greve marcada para terça-feira (6) será realizada. Nereu ainda deixa claro a pressão que o patronal exerce no pátio das empresas para a não realização da greve é grande.
As empresas ofereceram um reajuste de 6%, porém os rodoviários pedem uma jornada de trabalho de seis horas diárias, contra as sete praticadas atualmente e manutenção de cláusulas contratuais.
Uma das contrapropostas da classe para o aumento salarial é o reajuste na tarifa e o aumento de 15% no número de passageiros sentido nos últimos meses. O sindicato ainda pede a posse do serviço do cobrador. “Que foi colocada em dúvida com a inclusão do sistema de bilhetagem digital”, comentou Claro da Silva.
Greve – A paralização será diária iniciando na terça-feira (6) nos horários de menor movimentação. As primeiras linhas da manhã funcionarão, iniciando a greve às 9h mantendo os ônibus parados até as 16h. No horário do retorno do trabalho, os ônibus estarão disponíveis.


