Segunda-feira, 19 de setembro de 2011. Meio-dia. Um acidente entre um carro e uma moto, no cruzamento da Avenida República Argentina com a Rua Venanti Otremba, resultou em um corpo estirado no chão. Com vida, felizmente. Os próximos 40 minutos que se seguiram, porém, foram de grande angústia. Para o acidentado e para as diversas pessoas que se aglomeravam em torno do ferido. Foi esse o tempo que demorou para chegar o socorro. Curiosamente, foi uma viatura do Samu que atendeu a ocorrência, em vez do Siate.
O quadro acima pode causar surpresa e preocupação, mas é mais comum do que se pode imaginar. Quem garante isso é o Tenente Coronel Marcos Antonio Jahnke, comandante do 9º Grupamento de Bombeiros, em Foz do Iguaçu. O órgão é o responsável pelo Siate iguaçuense, e enfrenta as dificuldades impostas por uma cidade fronteiriça.
“O que pode ter havido é que todas as outras (viaturas) já estavam em atendimento. Daí não tem mais (equipe), mesmo”, disse Jahnke em entrevista pelo MSN. Ele admite que o fato é recorrente. “Principalmente em horários de pico. Cada caidinha de moto, chamam o Siate”, constatou, revelando a principal ocorrência de atendimento a traumas no município.
| Foto: Divulgação |
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| Jahnke, comandante do Siate: “Até temos ambulâncias; mas o problema são os socorristas…” |
Segundo o oficial, Foz do Iguaçu conta atualmente com quatro viaturas ativas 24 horas, já que cada unidade requer equipe devidamente treinada e preparada para os atendimentos do Siate. Na reserva, existem outras duas viaturas, mas as mesmas não são usadas pela falta de socorristas, que deixaram a unidade. Um novo curso, só em 2012, já que esse ano o Grupamento já está empenhado em outros cursos para atender à extensa gama de serviços pelos quais é responsável. “Já temos outros cursos em andamento. De motoristas, de guarda-vidas, de aeroporto, etc…”, explicou Jahnke.
Com mais duas viaturas na ativa, problemas como este, narrados no início da matéria, seriam minimizados, mas não sanados completamente, de acordo com a previsão do comandante. Mas, já agilizaria em muito os trabalhos do Siate da Fronteira.
Em relação a eventuais problemas de recusa do Samu em atender traumas, Jahnke explica que não é função do organismo atender a essas ocorrências. Ao Samu, cabem o atendimento de ocorrências clínicas, mas frequentemente as entidades acabam trocando atendimentos, a fim de atender contingencialmente a deficiência do outro.
A criação de uma central telefônica única de atendimento vai agilizar esse serviço, encaminhando cada caso para o órgão competente. A ação, porém, está em fase de planejamento, sem prazo para iniciar o funcionamento.
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