Após assembleia realizada na noite de quinta-feira (9), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu optou por entrar em estado de greve. O presidente do sindicato, Paulo Sérgio Ferreira, disse que uma reunião com a classe patronal será feita no Ministério do Trabalho no dia 16 de fevereiro e, se ainda assim as reivindicações não forem atendidas, os serviços poderão parar a qualquer momento.
“Nós decidimos entrar em estado de greve. Estamos aguardando um pedido do sindicato patronal, para definirmos a partir do dia 16, quando terá uma reunião marcada no Ministério do Trabalho e após essa reunião o Sindicato vai convocar uma assembleia e definir realmente se entra em greve”, explicou o presidente.
As reivindicações são de 5,72% de reposição salarial e 12,28% de aumento real da database de 2012. Além de aumento no vale alimentação, de R$ 150 para R$ 280, diminuição da jornada de trabalho de 7h20 para seis horas e melhores condições de trabalho.
Caso a greve seja de fato iniciada, existe uma lei que determina a permanência de 30% dos profissionais em atividades, em setores essenciais, como a saúde. Ferreira explicou que não pretende prejudicar a população. “Não queremos prejudicar a população, pois sabemos que nestes casos o maior prejudicado acaba sendo a população. Mas também não podemos aceitar que estes trabalhadores fiquem à mercê dos donos de hospitais e donos de clínicas”, ressaltou.


