As iniciativas de preservação da memória política dos países do Cone Sul foram discutidas em um seminário realizado na manhã de quinta-feira (13), na sede da Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila). O Seminário “Repressão e Memória Política” reuniu estudantes, pesquisadores e palestrantes de diversas partes do Brasil e do mundo.
Um dos objetivos foi buscar um esclarecimento histórico, das práticas de tortura ocorridas durante o período de ditadura. Entre os palestrantes, estavam Victor Abramovch, do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul (Argentina), Patrícia Orellana, da Universidade do Chile, Juan Manoel Otero, Universidade de Rio Negro (Argentina), Aluízio Palmar, presidente do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu, Maria Cristina de Castro (Uruguai), Martin Almada, descobridor do Arquivo do Terror/Operação Condor, Paraguai, Bernard Burel, Observatório Astronômico de Toulese (França) e Sueli Brandão, representando Paulo Abraão, Secretário Nacional de Justiça e Presidente da Comissão de Anistia.
O seminário foi promovido pela Caravana da Anistia, atividade itinerante da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça. A Caravana vai realizar na sexta-feira (14), a partir das 9h30 no plenário da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, o julgamento de sete processos de ex-perseguidos políticos. O evento faz parte dos 10 anos da Comissão de Anistia e dos três anos das caravanas que já percorreram quase todo o país.


