A Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu está preocupada com o baixo índice de vacinação em gestantes contra a gripe H1N1. Até agora foram vacinadas 2.232 mulheres grávidas, o que representa apenas 44% da meta no município, que pretende atingir 5.068 mulheres. Adultos com idades entre 20 e 29 anos também preocupam. Até agora somente 52% da meta foi atingida. As metas para trabalhadores a Saúde, crianças de até dois anos, doentes crônicos e idosos já foram alcançadas.
Segundo a Epidemiologia, no ano passado duas mulheres morreram em decorrência da gripe no município. Somente o bebê de uma delas foi salvo, o que foi possibilitado pelo fato dela estar no último mês de gravidez e de ter entrado em trabalho de parto já com os sintomas da doença. A outra estava nos primeiros meses de gestação. Nenhuma delas havia tomado a vacina.
Frente à gravidade da situação, é que a Epidemiologia está solicitando as mulheres gestantes em qualquer período, a procurar a unidade de Saúde mais próxima. A campanha segue até o dia 21 de maio. Um trabalho de busca já vem sendo feito pela Atenção Básica do Município através dos Agentes Comunitários de Saúde. Esta semana, a Epidemiologia está contatando as enfermeiras do Programa Saúde da Família para reforçar o chamamento.
Por que mulheres grávidas devem tomar a vacina? – A gripe suína, causada pelo vírus influenza A/H1N1, já demonstrou provocar mais complicações e mortes entre as gestantes, embora os cientistas não consigam explicar o motivo. Por isso, as grávidas estão no grupo de risco e incluídas na campanha de vacinação do governo, que é grátis.
O risco maior das complicações da gripe suína é para a saúde da mãe, pois ela pode piorar rápido e ficar com pneumonia e dificuldade de respirar. Mas, se a mãe não estiver bem, o bebê acaba sofrendo também. O parto prematuro é um dos riscos.
Grávidas com sintomas de gripe, principalmente febre, tosse e/ou dor de garganta, devem falar com o médico nas primeiras 24 horas, mesmo que tenham sido vacinadas. O motivo é que o remédio específico para combater o H1N1, um antiviral, funciona melhor se tomado nas primeiras 48 horas da doença. É importante ficar sempre atenta para os sinais de alerta de problemas na gravidez.
Mulheres grávidas, no entanto, precisam de mais atenção, por isso devem falar com o médico imediatamente se sentirem qualquer coisa diferente. É possível que o médico prefira manter a mulher no hospital, principalmente se ela estiver no final da gestação.
Os especialistas afirmam que os antivirais são recomendados para gestantes, já que os benefícios superariam os possíveis riscos do remédio para o bebê (não há estudos sobre a segurança dos antivirais na gestação e seus efeitos no desenvolvimento do feto). É fundamental, porém, lembrar que nenhum medicamento pode ser tomado sem recomendação médica e acompanhamento.
Como as informações sobre o assunto mudam rapidamente, para saber detalhes e recomendações atualizados sobre a gripe A/H1N1 nas diferentes regiões do Brasil e em outros países, acesse o site do Ministério da Saúde. Você também pode ligar para o Disque-Saúde (tel. 0800 61 1997).


