Professores farão paralisação no segundo dia de aula

 

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Sem respostas do governador, professores farão paralisação no segundo dia de aula

No segundo dia de aula, os professores da rede estadual farão uma paralisação em frente ao Núcleo Regional de Ensino, a partir das 10h30, para exigir respostas relacionadas a hora atividade, saúde e plano de carreira. Como a paralisação é parcial, os alunos terão aulas de 30 minutos cada e serão liberados após as 10 horas.

 

Com os estudantes dos turnos da tarde e da noite acontecerá o mesmo, as aulas começarão no horário normal, porém terão apenas 30 minutos de duração cada, e não 50 minutos como é normalmente.

 

O presidente do Núcleo Sindical de Foz do Iguaçu da APP Sindical, Sílvio Borges da Silva Junior, explicou que as três principais reivindicações dos professores – hora atividade, saúde e plano de carreira – já foram apresentadas ao governador em 2011, mas não tiveram respostas, por isso a mobilização acontece já no início do ano letivo.

 

Sílvio Borges explicou que uma lei foi aprovada em 2008 garantindo que parte do tempo do horário do trabalho do professor deve ser destinada à hora atividade, período utilizado para corrigir provas e elaborar atividades. Mas desde a aprovação, a lei nunca foi cumprida.

 

Quanto ao sistema de saúde que atende os servidores da educação, o SAS, a situação é ainda mais grave. Cada regional tem apenas um hospital para atender toda a demanda, os servidores que moram nos municípios vizinhos têm que se deslocar até Foz do Iguaçu para realizar exames e consultas.

 

O presidente regional do sindicato disse ainda que o hospital não atende a demanda, muitas vezes a espera para receber um atendimento pode durar até três meses. Durante a paralisação a categoria vai exigir um plano descentralizado para atender todos os servidores de forma mais acessível.

 

Outro problema enfrentado pelos servidores é a não valorização da graduação e pós-graduação dos funcionários que ocupam cargos de Serviços Gerais e Auxiliar Administrativo. “O índice de servidores que tem especialização e pós-graduação é grande, e eles não são reconhecidos em plano de carreira”, explicou Sílvio Borges.