Mesmo com um dia a menos do que em 2012, devido ao calendário bissexto, e com um panorama hidrológico pouco favorável, a usina de Itaipu superou, de janeiro a 19 de março deste ano, a produção acumulada no mesmo período do ano passado.
A virada sobre 2012 foi exatamente às 23h04 desta terça-feira (19), quando os painéis da Sala de Supervisão e Controle da usina mostravam uma geração total de 21.450 megawatts-hora (MWh).
| Foto: JIE |
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| A virada sobre 2012 foi exatamente às 23h04 desta terça-feira (19), |
Recuperação do nível do reservatório – Com a chegada de mais água dos rios do Paraná, em especial o Piquiri, o Ivai e o Tibagi, Itaipu também vem recuperando o nível de seu reservatório.
A usina estava operando, na manhã desta quarta-feira (20), na cota 219,40 metros acima do nível do mar, faixa operativa normal.
Tanto na abundância de recursos hídricos quanto nas fases de escassez, a área técnica de Itaipu está se especializando cada vez mais no aproveitamento de sua principal matéria-prima. É a chamada “dança com as águas”, um sincronismo entre produção e manutenção para a otimização do uso da água para gerar energia.
Desde o final do ano passado, a Itaipu vem sendo bastante exigida, mantendo sua produção em alta para atender as necessidades dos sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai.
Houve momentos, inclusive, que a usina precisou recorrer ao estoque de seu reservatório para “segurar as pontas” e garantir a demanda. Mas as chuvas vieram em abundância, principalmente nos últimos meses do período considerado chuvoso, entre outubro e março.
Com isso, Itaipu atendeu o sistema e conseguiu elevar o nível do seu reservatório, maximizando a produção de energia – tão importante para o Brasil e Paraguai neste momento – sem desperdício de água.
“A confiabilidade dos equipamentos, assim como a supervisão e controle da usina em tempo real, têm garantido um desempenho exemplar, permitindo que a estratégia de produção seja aplicada em 100% do tempo, ou seja, que o recurso crítico, as águas do ‘Paranazão’, seja utilizado de forma maximizada o tempo todo”, explica o superintendente de Operação, Celso Torino.
Manter a produção é o desafio – De acordo com o Torino, se esse desempenho for mantido até o final do mês, março de 2013 poderá ter a segunda melhor produção mensal dos quase 29 anos de produção da Itaipu, perdendo somente para o mês de julho do ano passado, quando a usina produziu 9,11 milhões de MWh.
“Adicionalmente, as ações estruturantes de 2012 estão contribuindo para que a usina continue produzindo bastante e com excelência”, avalia. Entre outras iniciativas, Torino cita o retorno à operação da unidade geradora 6; a entrada em operação da Linha Foz-Cascavel em 500KV; lógicas que elevaram limites de geração e transmissão em configuração completa ou alterada (chamada N-3); a otimização no Plano de Manutenção, que aumentou a disponibilidade das unidades geradoras; e a estratégia do Plano de Produção, que busca otimizar a subordinação das indisponibilidades dos ativos aos recursos energéticos.
“Todas essas ações são exemplos de acontecimentos estruturantes que foram implantados ao longo de 2012 e tiveram como resultado a eliminação de gargalos e o aumento da nossa capacidade de escoamento da produção. Têm sido a regra produção entre 12 mil e 13,8 mil MW e vertimento zero. Manter a produção da Itaipu nestes níveis de excelência e com esta escala é um grande desafio para todos nós", reforçou.



