Em reunião realizada com prefeito Paulo Mac Donald e o trade turístico de Foz do Iguaçu, ficou decidido que, durante viagem sua à Brasília, o prefeito fará pessoalmente a defesa do município, junto à ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, referente à liminar que proíbe o tráfego de veículos de turismo, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto.
Na opinião de Paulo “é um absurdo essa medida, tendo em vista as várias implicações negativas e desfavoráveis, tanto para visitantes, quanto para o destino turístico. Além de reduzir os empregos, de motoristas e guias, cria-se um conflito, uma insegurança na fronteira. Implica em uma dificuldade muito grande de convivência dos prestadores de serviços. Acho absolutamente desnecessário essa medida, que não leva em consideração nossa realidade local e o Parque só vai criar atritos”, afirmou o prefeito.
Para o secretário de Turismo Felipe Gonzales é fundamental a regulamentação do credenciamento dos veículos de turismo, guias e taxis, para o ingresso no Parque Nacional.
Paulo Angeli, presidente do Comtur – Conselho Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, salientou as consequências da proibição para o setor. “A medida gera desemprego, pois afetará 1.200 veículos e 700 guias de turismo. Ocasiona queda na prestação de serviços e gera insegurança no empresariado que tende a recuar nas ações de investimentos do segmento”, sintetizou Angeli.
ABAV – a Associação Brasileira de Agentes de Viagens divulgou uma nota contra a liminar da 2ª Vara Cível da Justiça Federal, que proíbe a entrada de veículos no Parque Nacional. A medida, prevista para entrar em vigor no dia 1 de agosto, cria uma espécie de monopólio, pois concede a uma única empresa o direito de efetuar o transporte dentro do parque.
O presidente da entidade, Antonio Azevedo, classifica a decisão judicial de incoerente com o turismo, principal mola de impulso para a economia iguaçuense. “A ABAV Nacional conclama as autoridades competentes e a comunidade local para que mobilizem esforços no sentido de reverter esse absurdo”, afirmou na nota.


