O profissional de Itaipu Binacional, Valtemir Pereira, o Billy, da Divisão de Apoio a Segurança (SESA.AD), foi até o Nepal participar do Campeonato de Voo Paramotor, promovido para marcar a abertura do ano do turismo no país oriental. E como sempre faz nas “andanças” mundo afora, levou junto as duas asas de 12 metros, com a logo da Itaipu impressa. “As pessoas ficavam impressionadas quando dizíamos que nossa hidrelétrica sozinha gera cerca de 20% da energia consumida no Brasil”, contou Billy.
No campeonato, que terminou no dia 22, o Brasil fez bonito. Segundo a Federação Aeronáutica Internacional (FAI), o país ficou na quarta colocação, na classificação geral, atrás apenas de Canadá, Rússia e Bélgica. Na classificação individual, Billy terminou na 10ª colocação e Marcelo Menin, de São Paulo, em 15º. Menin também voou com a logo da Itaipu na asa.
“Consideramos um resultado satisfatório, uma vez que o Menin ficou fora da última prova, quando teve uma queda em baixa altitude. E eu tive uma pane de quebra de correia da hélice, tendo que pousar em uma aldeia remota, também ficando fora de uma das provas”, comentou.
Segundo Billy, os pousos e decolagens ocorriam em espaços abertos, geralmente arenas de tundikel (espaço para jogos), onde as pessoas podiam ver e interagir com os pilotos. Entre as principais cidades visitadas pelos voadores estava Lumbini, local de nascimento de Buda.
Billy destacou que o frio e a baixa visibilidade castigaram os competidores. “Para voarmos com mais segurança, tínhamos que ganhar altura e atravessar espessas camadas de nuvens”, disse. “Nessas condições, tínhamos um preço a pagar: a temperatura estava sempre abaixo dos 10 graus negativos, era quase insuportável. Mas valeu a pena.”
Valeu a pena principalmente pelo privilégio de voar ao lado de alguns dos picos mais altos da Terra, como montanha Machapuchare, de 6.993 metros, até hoje nunca escalada até o cume. “Minha opinião é que, apesar de as cadeias de montanhas do Himalaia terem sido o lugar mais inóspito e perigoso que já voei, foi uma experiência marcante e satisfatória. A visão que tínhamos era de tirar o fôlego. Além disso, fomos muito bem recepcionados no Nepal”, disse Billy.


