Amigos, em minha última coluna fiz um relato e recebi duras críticas. Torno então pública uma nota a respeito do tema.
Caro leitor,
Costumo não participar do Ciclo de Debates, chamado comentários, gerado a partir dos textos que escrevo, até em respeito à opinião de cada um e, principalmente, por acreditar que minha função é, somente, relatar fatos, apresentar situações e cobrar dos responsáveis por eventuais situações (que chegam até mim) respostas e/ou resultados. Tenho feito isso nesses 4 anos de colunas por diversos veículos de comunicação, online e impressa, em que escrevo. Tenho muito orgulho disso e levo muito a sério meu trabalho como escritor, seja de contos ou de crônicas.
No entanto, em dois textos, ambos do Clickfoz Notícias e ambos envolvendo protagonistas – apesar de nunca ter citado isso – ligados direta ou indiretamente ao Grupo Teatral Casa do Teatro de Foz do Iguaçu, recebi respostas e ataques, alguns grosseiros, inclusive. No primeiro texto, relatei um fato acontecido na Unila, por pessoas que, somente depois, soube serem do Grupo. Em nenhum momento pensei em atacar a Casa do Teatro.
Neste segundo texto, relatei um fato envolvendo as pessoas que tem acesso às chaves do Teatro Barracão, membros também da Casa do Teatro, mas não pretendi, de forma alguma, novamente, atacar o Grupo.
Tanto que, em ambos os textos, não citei nomes nem de um lado e nem do outro, mas as respostas vieram imediatamente, nem sempre diretamente a mim, mas por comentários (alguns grosseiros) e por mensagens enviadas aos leitores que comentaram a coluna e, através destes, chegaram a mim.
Quero deixar claro, novamente, como deixei na resposta ao comentário de meu amigo Claudio Siqueira, abaixo, que não tenho, repito, absolutamente nada contra a Casa do Teatro. Repito, também, que, desde 2007, quando voltei a morar em Foz do Iguaçu, minha terra natal, participei de inúmeras atividades realizadas pela Casa, sendo inclusive participante ativo (com apresentações) em alguns momentos. Desde lá (2007) procurei diversas vezes a Prof. Ednéia, Arinha, Lange, etc, para oferecer propostas, trabalhos, serviços, textos e colaborações. Cada vez que procurava, no entanto, sentia, dia-a-dia, uma frieza maior no tratamento, a ponto de desistir de tentar trabalhar junto e me limitar a apenas um cumprimento quando encontrava tais pessoas.
Em todos esses cumprimentos, inclusive, sempre fui gentil, atencioso e tentei, pelo menos um pouco, ter alguma conversa. Em vão. Sempre me senti muito triste por isso e nunca entendi. A Arinha, a quem tenho respeito e admiração, por ter sido minha professora e (poucos sabem) minha primeira chefe, sabe que até poucos meses eu ainda ligava para ela, para tentar realizar alguma atividade.
Sendo assim, retomo a afirmação: não tenho, nunca tive e nunca terei absolutamente nada contra a Casa do Teatro que, há 20 anos, atua na cultura de Foz do Iguaçu, principalmente na cena alternativa.
Apesar disso, torno público que pessoas próximas ao Grupo, tem me “olhado” de forma agressiva em ambientes públicos. Quem me conhece sabe que já me retirei de dois lugares por conta isso. Em um caso, inclusive, pensei em procurar a delegacia, com medo de agressões verbais ou físicas. Isso é grave.
Meu ativismo político tem ideais semelhantes ao da Casa e minha atuação artística não compete e nem bate de frente com as do Grupo.
Minha posição quanto a qualidade do trabalho realizado pela Casa é a mesma que tenho de todos os grupos da cidade: suficiente para uma realidade cultural amorfa, como a de Foz. Incluo, aí, meu próprio grupo, como publiquei em artigo, sem mencionar nome algum, há 30 dias, em meu blog (http://luizhenriquedias.com.br) e no jornal A Gazeta do Iguaçu.
O texto publicado esta semana aqui no Clickfoz, portanto, não tem cunho político-difamatório-competitivo-invejoso-etc. Nenhum.
A função da coluna é descrever fatos para apurar o andamento. Em alguns textos, inclusive, os resultados são visíveis. No que falei das placas, geramos um debate na cidade. No que falei do cardápio pendurado na sinalização de trânsito, a lanchonete retirou. No que falei do ônibus que arrancou o para-choque do carro, semana passada, motivei o dono do veículo a procurar o Juizado de Pequenas Causas. E assim por diante. Eu esperava, com o texto, chamar o debate sobre a posse das chaves do Teatro Barracão por uma instituição privada, com ou sem fins lucrativos, pouco importa quem seja. Tanto que eu disse, ao final do texto, que o que é público tem que ser gerido pelo poder público e não delegado a quem quer que seja. E se o poder público não age, temos que reclamar.
Em mensagens enviadas às pessoas que aqui comentaram, uma pessoa que assina por Paulo, que eu não conheço, me chama de mentiroso e me acusa de ser tendencioso. Não conheço, repito, tal pessoa, e ela não me conhece, certamente, mas garanto a veracidade de tudo que relatei, inclusive por email e testemunhas, pois, apesar das críticas, sou maior de 21 anos e responsável por tudo que falo e escrevo. Não omitiria a verdade apenas para conseguir leitores e afins, não preciso disso, escrevo há 14 anos e tenho meu público fruto de meu trabalho.
Segue um trecho da mensagem recebida por um leitor – através do Facebook- e enviada a mim. Faço questão de publicá-la por julgar oportuno, pois consta nela a justificativa do ocorrido, já que, passados 5 dias, ninguém da Casa do Teatro me procurou pessoalmente ou por mensagem ou por email. (eu tentei ligar duas vezes no Teatro Barracão e ninguém me atendeu, em horário comercial. Uma vez na terça, antes da coluna, e uma vez na quarta, depois da coluna). Creio que, assim, o outro lado possa, finalmente, ser publicamente ouvido:
“Até o momento, não procuramos a direção do portal, já que é a segunda vez que o mesmo autor faz menção ao nosso trabalho, naquele espaço, tentando desqualificar 20 anos de insistência em favor da arte e da cultura de Foz do Iguaçu.
Nos dirigimos a você e a mais duas ou três pessoas que comentaram a opinião, por respeito e para estabelecer a verdade.
Sei que o artigo em questão é de responsabilidade de seu colunist. Mas, em todo o caso, como consta da legislação mencionada por você mesmo, o veículo é responsável por todo o conteúdo editado, não é?!
Quanto ao ocorrido, em nenhum momento houve problema de “comunicação”. O que aconteceu foi que pela ausência do grupo convidado, na hora e local combinado, foram gerados alguns contratempos de organização.
Esperamos pelo grupo às 14, às 15, até às 15:45 horas. Depois disso, aguardamos o contato do grupo ou da equipe do Sesi, o que aconteceu e, logo depois, nos encontramos com a trupe para os procedimentos normais.
O ponto que quero destacar, é que o Teatro Barracão está em pleno funcionamento, depois de cerca de 03 anos praticamente fechado. Arrumamos, cuidamos e promovemos cultura no teatro, na maior parte das vezes, gratuitas. Custeamos uma série de gastos para manter aberto o teatro. Não recebemos recursos do poder público local, ao contrário.
A peça do final de semana, citada pelo aotor da coluna no Click Foz, quis apenas criar um factóide, destorcendo e mentindo. Não contou o sucesso de pública e de qualidade do espetáculo, esforço e do trabalho de 15 dias do Sesi e da Casa do Teatro em organziar o evento, divulgando, distriubindo os convites, etc.
Nada disso foi importante para o autor do texto, que tanto se preocupa com a cultura local.
Att,
Paulo “
Novamente digo, caro leitor, respeitar o trabalho e as pessoas que conheço na Casa do Teatro e reconhecer seu esforço pela cultura local.
Novamente digo, também, caro leitor, que sou contrário a cessão da coisa pública à pessoa privada. E vou continuar defendendo isso. Sempre.
Aproveito para dizer, novamente, que a função da coluna é relatar e não difamar. E tenho zêlo por isso.
Falo também, ao amigo que tem respondido aos comentários, para deixar claro, que participo de um movimento artístico e contracultural.
Por fim, afirmo a não lateralidade da coluna, me colocando a favor da cidade e relatando o que julgar certo relatar (a coluna é pessoal). Já falei diversas vezes sobre o transporte. Já me coloquei contra o Governo Municipal e contra a Câmara. E vou me colocar contra tudo que for errado. Isso não significa estar de “birra” com um grupo de teatro ou linha política, mas escrever sobre nossa cidade. Por isso o nome da coluna: a cidade e o homem.
Um abraço a todos!
$(function(){
// esconde o conteúdo de “saiba mais” que fica no rodape da pagina
$(‘div#contentcolumn .relacionada’).hide();
// armazena o conteudo da div
var contentDivSaibaMais = $(‘div#contentcolumn .relacionada’).html();
$(‘div#contentcolumn .new-div-relacionada’).html(contentDivSaibaMais);
});
Nota do editor: Não recebemos nenhum contato da Casa do Teatro, e reiteramos que não entramos em contato, pois a citação ao órgão foi realizada pelo colunista Luis Henrique Dias. Porém ficamos à disposição para a publicação de qualquer resposta decorrente ao assunto e ao ocorrido.




