Luz baixa, nenhum equipamento de som, paredes pintadas de preto e alaranjado, 12 cadeiras e um banco ao centro. Se você espera uma super produção, certamente não é o que a peça Guizos tem a oferecer.
| Foto: Gabriela Keller |
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| Gabriel Pasini em Guizos, de Luiz Henrique Dias |
Gabriel Pasini é ator há dois anos, em menos de seis meses incorporou Tom, o protagonista de Guizos. De acordo com Pasini, o que ele e Tom têm em comum é a “mania” de questionar a si mesmo o tempo todo. Grande parte da peça são reflexões de Tom sobre o “eu e o mundo”.
Guizos se destina há uma reflexão, não é um espetáculo para fazer rir, nem uma crítica social. É uma reflexão sobre o eu, sobre a existência uma humana. Minimalista e existencialista o trabalho exigiu uma mudança drástica na atuação de Pasini, que até então era acostumado a fazer papéis onde a expressão corporal era fundamental.
“Na companhia Vida e Sonho eu trabalhava muito com a expressão corporal, e menos com a palavra propriamente dita. Em Guizos eu trabalho mais com a palavra, qualquer expressão diferente no rosto, ou movimento na mão, por menor que sejam, podem dar uma conotação diferente à frase”, explica Pasini.
Fora dos palcos Gabriel é estudante de Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda. Porém a paixão por cultura o levou a estudar canto e mais tarde teatro, na Cia Vida e Sonho.
Atualmente compõe a Cia Experiencial Teatro do Excluído junto com Luiz Henrique Dias, Natacha Pastore e Gabriela Keller. Inspirado principalmente em Heiner Müller, Harold Pinter e no brasileiro Roberto Alvin, Pasini se entregou ao personagem intimista Tom e o resultado pode ser conferido no sábado, a partir das 20h no Teatro da Lupah!.



