
O Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu, passa por um amplo projeto de revitalização. Quando for reaberto à visitação, no dia 20 de dezembro, contará com uma vila cenográfica, três praças e um novo mirante, onde está sendo instalado um sistema de som e luzes, que permitirá a projeção de imagens em uma grande cortina d´água.
Haverá, ainda, um restaurante num cenário único, bem próximo ao encontro das águas dos rios Iguaçu e Paraná, integrado à natureza e à paisagem local. As crianças poderão brincar num parque infantil, enquanto os adultos apreciam a paisagem ou aprendem um pouco da cultura regional, de forma lúdica.
A vila cenográfica irá reproduzir a arquitetura das reduções jesuíticas, uma característica da região de fronteira. Os jesuítas e os índios guaranis viveram nesta ampla extensão de terras, que hoje integra parte do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Das 30 reduções jesuíticas identificadas no Cone Sul, sete se localizavam no Leste do Paraguai e 14 no Norte da Argentina, num raio de apenas 300 quilômetros a partir de Foz do Iguaçu.
Com recursos de entretenimento e tecnologia, as projeções da arquitetura cênica também vão contar um pouco da história do desbravador espanhol Cabeza de Vaca, que em 1542 tornou-se o primeiro homem branco a avistar as Cataratas do Iguaçu, uma das maravilhas da natureza; vão falar dos tratados internacionais que delimitaram as fronteiras dos três países e farão referências aos obeliscos que simbolizam as fronteiras de Brasil, Argentina e Paraguai.
O obelisco que marca a fronteira brasileira foi inaugurado em 1903, mesma data da inauguração do marco argentino, no Rio Iguaçu. O obelisco paraguaio foi erguido somente em 1961, às margens do Rio Paraná. Cada um deles está pintado nas cores do país que representam e simbolizam o limite territorial e a soberania dos três países.


