Para os técnicos do IBGE que participam do 39º. Encontro Nacional de Economia, no Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort, em Foz do Iguaçu, o resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que iam de queda de 0,30% a uma expansão de 0,60% para o PIB nessa base de comparação, e em linha com a mediana projetada, de zero.
A variação nula do PIB brasileiro no período julho-setembro decorreu, por um lado, da retração de 0,9% no valor agregado da Indústria e de 0,3% no do setor de Serviços e, por outro, do aumento de 3,2% no valor agregado da Agropecuária – todas as taxas calculados no trimestre com relação ao trimestre imediatamente anterior com ajuste sazonal. Segundo o técnico do IBGE-Paraná, Luis Alceu Paganoto, o PIB brasileiro acumula altas de 3,2% no ano e de 3,7% nos últimos 12 meses, até setembro. Apenas no terceiro trimestre de 2011, o PIB em valores correntes somou R$ 1.046,7 bilhões.
Para o professor da Universidade de Campinas (UNICAMP), Júlio Sérgio Gomes de Almeida, também diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), não há surpresas nos resultados das contas nacionais do terceiro trimestre divulgados pelo IBGE. “A economia brasileira está desacelerada. É normal que ela sofra este impacto, mas permanecem as preocupações, principalmente porque a indústria está perdendo competitividade com a entrada de produtos estrangeiros, principalmente do mercado asiático”
Para o professor da UNICAMP é de investimentos e seus efeitos multiplicadores de que a economia brasileira mais necessita agora, sobretudo para fazer frente a um cenário externo incerto e já bastante fraco do ponto de vista econômico. “É hora de acelerar e aprofundar as medidas de estimulo às atividades produtivas do País. O passo inicial deve apontar na direção de fortalecer os investimentos públicos e privados em infraestrutura e capacitação.
Confira a seguir a programação de sessões especiais desta quarta-feira no 39º.Encontro Nacional de Economistas. Além dos palestrantes convidados das sessões especiais, cerca de 250 trabalhos acadêmicos inéditos serão apresentados nas sessões ordinárias e divididos entre 12 áreas da economia.


