O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta segunda-feira (4) um protocolo oficial de segurança para orientar a população sobre como agir ao encontrar onças-pardas, pumas e outros felinos silvestres em áreas urbanas ou rurais do Paraná. O objetivo é reduzir riscos para pessoas e animais, preservando ao mesmo tempo a fauna local.
Segundo o biólogo Mauro Britto, do IAT, manter distância e acionar o órgão são os primeiros passos. O contato deve ser feito pelo telefone (41) 9 9554-0553, com envio de fotos ou vídeos, que ajudam na identificação da espécie e na definição da ação mais adequada.
“Quando o caso é mais grave, nossas equipes vão até o local para avaliar a situação e, se necessário, fazemos o monitoramento ou repassamos para a regional do IAT mais próxima”, explica Britto.
Como agir em caso de encontro com felinos silvestres
O protocolo recomenda manter a calma, não virar as costas e afastar-se lentamente caso o encontro com o animal seja inevitável. Para afugentar os felinos, especialmente ao amanhecer e no fim da tarde, deve-se fazer barulho, usar buzinas e até rojões, além de manter luzes externas acesas à noite.
Outras orientações incluem:
- Evitar caminhar sozinho e manter crianças acompanhadas;
- Levantar os braços e fazer barulho se o animal se aproximar;
- Não caçar e não desmatar, já que a perda de habitat força os felinos a se aproximarem das cidades.
Em áreas rurais, o IAT recomenda recolher o rebanho à noite em currais iluminados, manter animais mais velhos e com chifres para ajudar na defesa e, se possível, instalar cercas elétricas e detectores de movimento com luzes automáticas. Animais prenhes devem ficar em locais isolados e protegidos.
Se algum animal doméstico ou de criação for atacado, não mexa na carcaça: ela precisa ser analisada por especialistas para confirmar o tipo de predador envolvido.

Preservação e denúncia
A médica-veterinária Gabriela Chueiri, também do IAT, alerta que o avanço da urbanização e o desmatamento são os principais motivos para o aumento dos avistamentos.
“Muitas vezes, os jovens felinos apenas cruzam áreas urbanas em busca de território. O desmatamento e a fragmentação florestal são os grandes fatores que os empurram para perto das pessoas”, afirma.
O IAT reforça que capturar o animal é o último recurso. Matar, perseguir ou caçar animais silvestres é crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998.
Denúncias de caça ilegal, maus-tratos ou tráfico podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou na Ouvidoria do IAT.Com medidas preventivas e cooperação da comunidade, o Instituto busca proteger vidas e garantir o equilíbrio dos ecossistemas paranaenses, onde os felinos desempenham papel fundamental no controle de espécies e na manutenção da biodiversidade.
Fotos: Divulgação/IAT-Pr


