“Meu tio usa as gravatas de acordo com o humor dele. Eu ouço músicas assim, não tenho estilo definido ou uma banda da qual eu goste mais”, revela a publicitária e social media Letícia Roese. “Escuto de dia e de noite. Sabe, na minha vida é essencial”, conta a jornalista Thays Petters. “Música é como desenho, é a expressão de um momento marcante, de um sentimento, pensamento, uma coisa que dura poucos segundos e permanece para toda a vida” diz o publicitário Yuri Amaral.
O músico. Ele é o criador dos eventos sonoros que nos acompanham ao longo do dia. Quem nunca se pegou, mesmo sem querer, cantando um refrãzinho da canção preferida? Há aquelas que marcam nossos momentos, o primeiro beijo, o abraço carinhoso. Tudo tem o seu sentimento musical. E porque não ler este texto ouvindo uma bela canção? Uma dica, segue abaixo uma música que marcou história. Love me do – The Bettles, claro! A canção foi a primeira a ser lançada pelos Beatles em forma de single.
Muito mais que nos embalar em uma festinha ou baladinha as músicas apresentam, ou já apresentaram, uma posição social. Há aquelas que marcaram época na política, em questões sociais, ambientais e raciais. No Brasil um exemplo é a música ‘Pra dizer que não falei das flores’ – também conhecida como ‘Caminhando’. A canção escrita e interpretada por Geraldo Vandré ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1968. A música embalou manifestações e, depois disso, teve sua execução proibida durante anos pela ditadura militar.
Os versos “Há soldados armados, amados ou não / Quase todos perdidos de armas na mão / Nos quartéis lhes ensinam antigas lições / de morrer pela pátria e viver sem razão”, foi um dos argumentos utilizados pelos militares para proibir a música.
Já que entramos no contexto da Música Popular Brasileira, nada melhor que falar da Bossa Nova, movimento surgido no final da década de 50. No início, o termo era relativo apenas ao novo modo de cantar e tocar samba. Agora a Bossa Nova é um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, especialmente associado a João Gilberto, Vinicius de Moraes e Tom Jobim.
Mesmo sendo pouco conhecido por esta geração, João Gilberto, é ícone da música brasileira no exterior e transformou a maneira de cantar e tocar violão no Brasil. Com a gravação da música ‘Chega de Saudade’, escrita por Tom Jobim e Vinicius de Moraes em 1958, foi considerado o marco inaugural da Bossa Nova. Foi ele o responsável pelo sucesso da música ‘Garota de Ipanema’ quando gravou em 1964 nos Estados Unidos com o saxofonista Stan Getz. O disco vendeu mais de um milhão de cópias. A partir daí a faixa se tornaria uma das músicas mais executadas e regravadas do planeta. Ganhou vários prêmios Grammy, inclusive o de Álbum do Ano.
Enquanto o Brasil vivia o nascimento da Bossa Nova o mundo todo sentia um renascimento artístico e musical. No Reino Unido surge o já citado The Beatles, que mudou para sempre a maneira de fazer Rock and Roll. A explosão do Rock foi tão grande que em 1957 o prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, proibiu esse ritmo nos bailes.
Partimos agora para a década de 60. A explosão do iê-iê-iê. Os Beatles comandam a Invasão Britânica no rock, seguidos por The Rolling Stones, The Who, The Animals e vários outros. A música de protesto ganha maior repercussão, com Bob Dylan, Joan Baez, Paul and Mary entre outros.
Forever Young marcou o reinado de Bob Dylan em escala mundial. Porém a música que o consagrou foi o hit ‘Blowin In The Wind’, que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. Além desta, canções como ‘A hards-rain a gonna-fall’, ‘Masters Of War’, entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de ‘protesto’, embora Dylan mais tarde recusasse o rótulo de ‘cantor de protesto’.
Foi no final da década de 60 que Chico Buarque se revela ao público brasileiro com a canção, ‘A Banda’, interpretada por Nara Leão, durante o Festival de Música Popular Brasileira. Nas letras de Chico Buarque são notórias as composições que se identificam com o ‘eu feminino’, retratando temas a partir do ponto de vista das mulheres com poesia e beleza. “Pra mim, Chico Buarque é o melhor músico, compositor e poeta que existe. Ele conseguiu descrever o que uma nação sentia e usou perfeitamente das metáforas que poucos, até hoje, conseguem desvendar. Ele expressou através da música o sentimento de um povo, conseguiu chamar atenção, conquistou o que queria, e lógico, foi militante também”, comentou, sobre o seu músico preferido, Thays Petters.
Gravatas – Como o uso das gravatas do tio da publicitária Letícia é randômico, as músicas também são alternadas, mudando de atitude, de comportamento e de público. Um dia a gravata é verde, no outro vermelha. Um dia o Rock está em alta, no outro o sertanejo. O modo de vender são os grandes desafios enfrentados pelos músicos e com o advento da internet os desafios são maiores ainda.
Com a internet o desafio do cantor não é mais sobreviver da venda dos seus álbuns, e sim competir com a concorrência para a realização de shows. Atrair o público usando dos recursos da rede, trocando o substantivo problemático para parceiro à internet.
MPB – Segundo os organizadores do ‘Movimento para baixar’, “O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor, como também do usuário”. O movimento é uma reunião de artistas, produtores, ativistas da rede e usuários em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet. Segundo o manifesto: “Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais”.
O Teatro Mágico, banda que lidera o MPB, está revolucionando o modo de produção musical no Brasil, juntamente com a Trama Virtual, site em que o usuário se cadastra e pode realizar o download de milhares de músicas, tudo isso de graça. O Teatro Mágico em seis anos de história, já realizou mais de 500 shows, com uma média de mil pessoas por apresentação, dois álbuns de estúdio lançados, Entrada para Raros e O Segundo Ato, com mais de 26.000 discos vendidos e um DVD Entrada para Raros – Ao Vivo. Quando esteve em Foz do Iguaçu a Editora-chefe do portal Clickfoz, Daniele Rodrigues teve a honra de entrevista-los. Fernando Anitelli comentou sobre os novos ares da música e os desafios do novo músico na atualidade, confira:
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