| Imagem: Divulgação |
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| Circo em Foz do Iguaçu segue a legislação e não apresenta animais |
A Lei nº 3.456 do dia 11 de junho de 2008 de autoria do vereador Braiz de Moura proibiu “a manutenção, utilização e apresentação de animais em circos ou espetáculos assemelhados no Município de Foz do Iguaçu” e deu outras providências, a partir daí ficou proibido na cidade, vale ressaltar, por força de lei, a exibição de animais em espetáculos como em apresentações circenses e/ou em rodeios, ou seja, tudo o que envolva animais em apresentações.
Autorização – Com a pressão realizada por uma Organização não Governamental enraizada em Foz do Iguaçu, Grupo Ecológico dos Cavaleiros Guardiões da Natureza (CEGEC), que é a favor de rodeios e espetáculos com cavalos e bovinos, o autor da Lei que proibia a exposição de animais alterou os parágrafos e realizou uma nova redação.
A mudança da Lei mudou a redação do artigo 1º e revogou o artigo 2º. A Lei com a nova proposta ficou valendo da seguinte forma: “Fica proibida, em toda a extensão territorial do Município de Foz do Iguaçu, a apresentação, manutenção e a utilização, sob qualquer forma, em circos ou espetáculos assemelhados, de animais selvagem, nativos ou exóticos”. Porém ainda excluiu as apresentações circenses.
Mesmo com a legalidade na apresentação de rodeios em Foz do Iguaçu as instituições estão preferindo realizar o evento country em Santa Terezinha de Itaipu, somente neste começo de segundo semestre dois rodeios foram marcados na cidade, atraindo o público interessado para aquela cidade.
Nacional – Com a nova lei Foz do Iguaçu legaliza a questão de rodeios, mas anda na contramão da manifestação nacional, que é contra a prática deste evento.
Muitas cidades já proibiram a apresentação de animais em circus e os maus tratos que acontecem com os bovinos e cavalos nos rodeios colocam pressão nos legisladores de todo o país para votar uma lei que proíba a prática desse tipo de evento.
Apresentações Circenses – O Le Cirque, circo que atualmente está armado na avenida JK, segue a Lei imposta em Foz do Iguaçu. Em suas apresentações aposta na interatividade com o público e não nas demonstrações com animais.
Administrado pela quarta geração da família Stevanovich, de origem iugoslava, Le Cirque aboliu a figura do apresentador, não usa animais e investe em coreografias e corpo cênico. A família Stevanovich trabalha com circo desde o século 19.
O espetáculo que está em Foz do Iguaçu traz malabaristas, dança com fogo, acrobacia em tecido, trapezistas, globo da morte e um palhaço que ajuda a pontuar o espetáculo.
“É uma proposta de circo diferente, o pessoal quer ver essa novidade. O público tem que ser respeitado, ele aplaude se quiser e critica se o espetáculo é bom ou ruim. Vivemos da arte e do espetáculo circense e queremos manter o circo vivo, e com essa proposta tem dado certo”, explica George Stedanovich, um dos diretores do Le Cirque.



