O Governo do Paraguai, com a ajuda da Câmara dos Deputados, resolveu decretar o estado de Exceção para dar maior controle ao poder militar e uma maior deliberação as atitudes que são realizadas nas operações.
Com este estado de sítio, o governo terá mais poder para enfrentar os membros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), um pequeno grupo que pretende se tornar uma guerrilha com ligação com as alianças armadas da Colômbia e Bolívia.
Primeiramente o estado foi rejeitado pela população, relembrando o período ditatorial de Alfredo Stroessner, que utilizou a Exceção para ordenar prisões sem ordem judicial, restringir reuniões públicas e deu liberdade aos militares para atuar em conjunto com a polícia.
Porém em conversas com a imprensa, o ministro do Interior afirmou que o estado de emergência é apenas para efeito de proteção da população. Ele disse que não vai restringir os direitos de liberdade dos compatriotas nos cinco departamentos que são afetados pela medida. “O que queremos é fortalecer a capacidade operacional das agências de segurança”, ressaltou.
Sendo assim, a Exceção será utilizada para dar uma base jurídica para a ação militar. As reuniões civis continuam marcadas, porém com um maior acompanhamento.
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, comentou que o estado decretado “não altera o estado democrático do país, todas as instituições permanecem válidas e invariavelmente úteis. Só continuamos a perseguir o trabalho que estamos fazendo nas investigações aos criminosos”. É importante salientar que a medida afeta três estados que fazem divisa com o Brasil, (Amambay,Alto Paraguay e Concepción) e não afeta áreas comerciais como Ciudad del Este e Guairá.


