Enquanto isso na Praça do Mitre…


 

Estamos cansados de saber que em Foz do Iguaçu faltam espaços adequados para manifestações artísticas, e quando a gente pensa que algo será feito para melhorar esse problema, somos surpreendidos com atos um tanto quanto impensados.

Infelizmente poucos iguaçuenses possuem a cultura de ir às nossas praças e utilizá-las como espaços de convivência, integração e lazer. Cada um, claro, deve ter suas justificativas.

A Praça do Mitre, por exemplo, geralmente é utilizada como palco de atividades artísticas e culturais, porém, na última quarta-feira houve a instalação de aparelhos das famosas academias ao ar livre em um canto da praça. Imagino que deve haver muitas pessoas que ficaram satisfeitas com a possibilidade de ter aparelhos para exercitar o corpo de maneira mais acessível. Tudo bem, mas o que não compreendo é por que instalar tais equipamentos em uma das poucas áreas públicas que temos para realização de atividades culturais? Por que não instalar em um ambiente mais arborizado e muito mais ocioso como é o caso do espaço que se encontra na avenida JK em frente a agência dos Correios?

A maioria das ações públicas é tomada sem consultar a população. Isso sempre aconteceu, mas hoje em dia é muito mais fácil se comunicar do que antigamente, portanto, por que não se cria uma forma da população participar opinando e votando em decisões que dizem respeito a sua vida social?

Minha avó já me dizia “a gente se acostuma com tudo na vida”. As decisões chegam de forma vertical. E nós? Acostumamos a olhar o que nos incomoda, o que nos revolta, o que nos entristece, o que não compreendemos e… Seguimos andando.

 


 
 

 

 

 

*Claudia Ribeiro é  atriz, contadora de história, produtora, dramaturga e professora.

 

 

 

 

 

 

 

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