| Foto: Divulgação |
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| Entre 2003 e 2004 foram emitidos mais de R$ 15 milhões em infrações flagradas por esses controladores de velocidade. Mas os índices de acidente não diminuíram no período. |
Em Foz do Iguaçu a milionária indústria da multa foi desativada em 2005, quando o prefeito Paulo Mac Donald assumiu o governo. O desligamento dos radares de trânsito era uma reivindicação dos motoristas que se sentiam lesados com os abusos cometidos.
Após o desligamento de 22 radares, o índice de acidentes caiu 20%, comprovando que os equipamentos não serviam aos propósitos divulgados e os pardais não estavam instalados nos locais com perigo para os motoristas e sim nos de maior possibilidade de arrecadação. Eram como armadilhas para "fabricar" multas. “Sempre fui contra esses radares caça-níqueis. Não educa o motorista, só arrecada”, afirmou o prefeito Paulo Mac Donald.
Atualmente são mantidos apenas 12 furões (radares instalados junto aos semáforos) e seis lombadas eletrônicas, em locais que comprovadamente oferecem risco de acidente. Os equipamentos são sinalizados e averiguados por técnicos do Instituto de Trânsito, que também define, por meio de estudos, os locais onde serão instalados os equipamentos.
Fraudes – A falta de efetividade dos radares e a arrecadação milionária proporcionada por esses equipamentos, além da possibilidade de cancelamentos de multas sem nenhuma justificativa e licitações dirigidas, têm sido divulgadas pela imprensa de todo país, nessa semana, por conta de denúncias veiculadas em reportagem no programa Fantástico, domingo (13).
Na quarta-feira (17) a Assembleia Legislativa do Paraná instalou uma Comissão Especial de Investigação para averiguar a situação dos equipamentos de controle de velocidade e contratos firmados entre empresas e prefeituras.



