Diagnóstico é fundamental para reduzir casos de dengue

O aumento no número de casos graves da dengue no Paraná fez com que a Secretaria estadual da Saúde reforçasse o pedido de atenção aos médicos quanto ao diagnóstico rápido e correto da doença. Os sintomas mais frequentes como febre alta e dores de cabeça, muitas vezes podem ser confundidos com uma virose, gripe ou resfriado. Medidas simples como identificar os sintomas podem contribuir para a redução dos casos. 
 
“Reforçamos o pedido para que a população fique atenta a possíveis criadouros do mosquito. A dengue é uma doença que tem se mostrado de difícil combate em virtude de que parte da população ainda não se conscientizou que ela só terminará quando tivermos o comprometimento e responsabilidade de todos”, enfatiza o secretário Carlos Moreira Junior. 
 
É importante salientar que quanto mais rápido o diagnóstico for feito mais eficaz se torna o tratamento e a recuperação do paciente. “Nós sempre aconselhamos os médicos, antes de mais nada, pedirem ao paciente de qual região ele veio ou se viajou pra algum lugar com casos de dengue”, explica o médico da Secretaria, Alceu Bisetto Junior. Perguntas investigativas como esta permitem ao profissional fazer um diagnóstico mais preciso, principalmente quando os sintomas da doença são mais amenos. 
 
Números – até o dia 13 de abril foram notificados 22.883 casos suspeitos de dengue com 6.356 confirmados, 6.010 casos autóctones e 346 casos importados. 
 
Das 22 Regionais de Saúde (RS), 13 apresentam casos autóctones (59%). Dentre os 399 municípios paranaenses, 115 apresentaram casos autóctones, o que representa 28%. Os municípios com maior número de casos são Foz do Iguaçu 9.ªRS (1.215), Medianeira 9.ª RS (823) e Maringá 15.ªRS (649) e os de maior incidência por 100.000 habitantes são Primeiro de Maio – 17.ª RS (2.797,20), Paranacity – 15.ªRS (2.592,94) e Medianeira – 9.ªRS (2.015,93). 
 
Dos 6.356 casos de dengue confirmados, 22 são considerados graves. 12 foram diagnósticos de dengue com complicação (DCC) e 10 foram diagnosticados com febre hemorrágica da dengue (FHD). Dos 22 casos, cinco pessoas morreram, sendo uma em Londrina, duas na região de Foz do Iguaçu, uma em Maringá e uma na região de Cornélio Procópio e 17 tiveram cura.