Cultivando Água Boa é citado como exemplo na Rio+20

A discussão sobre a sustentabilidade foi o foco da mesa de debates que reuniu no teatro Maria Clara Machado, dentro do Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, representantes do governo, empresas e terceiro setor.

A reunião do Comitê Internacional da II Jornada do Tratado de Educação Ambiental, inserida na programação paralela da Rio+20, abordou a educação como eixo norteador e o centro da sustentabilidade, na tentativa de romper a barreira existente entre educadores ambientais e as iniciativas privadas. De acordo com a fundadora e coordenadora-geral do Instituto Supereco, Andree de Ridder Vieira, e uma das coordenadoras do evento, o objetivo é aproximar iniciativas de responsabilidade socioambiental que são demandadas hoje, a terem seus sistemas produtivos com sustentabilidade. “Nós entendemos que as pessoas devem estar conectadas, prontas para conversar e compartilhar”, reforça Andree ao citar que o Tratado de Educação Ambiental é um grande norte para o alinhamento entre os setores, na medida em que conecta expertises, capacidades humanas, tecnológicas e científicas de globalização, na essência da educação.

Foto: Assessoria
Nelton Friedrich durante a mesa de debate na Jornada Internacional de Educação

 

Dentro do contexto de diálogo e avaliação de ações positivas, ela citou o programa Cultivando Água Boa (CAB), bem como todos os projetos integrados da Itaipu Binacional, como sendo uma das melhores práticas de aplicação e validação dos princípios e essência da educação ambiental. “A gente percebe que Itaipu possui uma visão altamente empreendedora. A binacional poderia ter escolhido qualquer metodologia de trabalho, mas ela escolheu o método da educação ambiental, da construção compartilhada, onde todos os atores têm que construir juntos e vão capacitar e multiplicar para outros atores”.

O diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich, foi um dos convidados ilustres da mesa de debates. Sua fala sobre a construção coletiva que é desenvolvida nas ações do CAB, beneficiando os 29 municípios da Bacia do Paraná 3 (BP3) onde residem 1 milhão de habitantes, chamou a atenção do público que o interpelou para saber mais informações sobre a dinâmica do CAB. “É motivo de orgulho para todos nós, termos o reconhecimento manifestado de que estamos no caminho certo e, que os resultados, não são apenas quantitativos, mas qualitativos”, resume o diretor de Coordenação e Meio Ambiente.

Participação – Além de Nelton Friedrich, participaram da reunião a gerente de programa de educação formal do Instituto Ayrton Senna, Maria Regina Baroni; o fundador do site Caronetas, Marcio Nigro; da Universidade Brahma Kumaris, Joachin Golo Pilz; a coordenadora da II Jornada de Educação Ambiental Moema Viezzer; do programa Água Brasil (WWF-Brasil), Fábio Cidrin, entre outras personalidades da área de educação ambiental.