| Foto: Copel |
| A partir da esquerda, Raul Munhoz Neto e Luiz Antonio Rossafa, diretores da Copel, Nélson Hubner (diretor-geral da Aneel) e ministro Édson Lobão. |
A obra tem investimentos estimados em R$ 90 milhões pela Aneel e deve estar concluída no prazo de 24 meses. Com 115 quilômetros de extensão e operando em circuito simples, a nova linha vai reforçar o sistema de transmissão na fronteira oeste do Paraná, constituindo-se na primeira ligação direta da Usina de Itaipu com o sistema elétrico do Sul do Brasil. “Essa ligação é necessária, importante e estratégica porque garante o atendimento ao Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul mesmo numa situação de emergência que comprometa o funcionamento do atual sistema de transmissão de Itaipu”, destacou o diretor Luiz Antonio Rossafa.
LEILÃO – O direito de executar e operar a nova linha ligando as subestações Foz do Iguaçu e Cascavel Oeste foi conquistado pela Copel num leilão realizado pela Aneel no dia 8 de maio. Na oportunidade, o presidente Rubens Ghilardi, saudou o êxito da Companhia como “uma grande vitória dos paranaenses” em razão do seu significado estratégico. “Essa obra é importante para os três estados do Sul e era reivindicação de muitos anos da Copel, que sempre defendeu que a cota da produção da Usina de Itaipu destinada à região fosse transportada por uma linha expressa, evitando que a energia primeiro fosse para o Sudeste para, depois, voltar”.
ESSENCIAL – A nova linha de transmissão será essencial para aumentar a confiabilidade operacional do sistema elétrico do Sul do país, pois vai criar uma alternativa para transportar a energia produzida em Itaipu no caso de emergências que restrinjam a operação do sistema de transmissão existente, a exemplo da que ocorreu no último dia 10 de novembro. Ela também ajudará a escoar a geração excedente da usina binacional nos períodos em que a hidrologia for favorável.


