As Associações Comunitária e Comercial do bairro Porto Meira organizaram o abaixo-assinado e coletaram as assinaturas. A secretaria municipal de Assuntos Internacionais, encaminhou o documento à presidente Dilma Rousseff e pediu que a construção da obra comece o mais breve possível.
A secretaria entrou em contato também com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann para pedir soluções rápidas nos processos burocráticos que estão impedindo o início da obra. “Informamos a Vossa Excelência que estamos preocupadíssimos com a burocracia imposta pelo Poder Público Federal que mantém ‘paralisada’ o andamento do processo que culminará na construção da Segunda Ponte Brasil/Paraguai”, descreve a carta.
Na carta, a secretaria de Assuntos Internacionais alerta ainda o perigo da construção da segunda ponte ser esquecida em meio a outros projetos do Governo Federal. “A construção não poderá cair no esquecimento das autoridades competentes, ficando a nosso cargo, como iguaçuenses e fronteiriços, a cobrança dos atos”.
| Foto: Divulgação |
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| Passados quase dois meses do acordo entre os presidentes Dilma e Lugo, a construção da segunda ponte ainda não foi anunciada |
Reunião Bilateral – a reunião entre os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff e do Paraguai, Fernando Lugo aconteceu em 29 de junho deste ano, no país vizinho. Na ocasião, Lugo pediu à Dilma que as obras da segunda ponte ganhassem atenção especial do governo brasileiro e fossem aceleradas.
Foi discutida ainda a possibilidade de uma ponte bimodal. A princípio o projeto prevê apenas rodovia, porém a necessidade paraguaia de escoar toda a soja produzida no país pelo Porto de Paranaguá fez com que os dois países repensassem o modelo de ligação das fronteiras.
Na época o assessor da presidência, Marco Aurélio Garcia, garantiu que a presidente concordou em apressar o projeto. “Inicialmente a segunda ponte seria apenas rodoviária, mas estamos estudando a possibilidade de incluir a ligação ferroviária”, disse.



