O comércio de Foz do Iguaçu consolidou-se como motor da geração de empregos no primeiro semestre de 2025. Entre janeiro e junho, o setor foi responsável por 39,4% das vagas formais criadas na cidade, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O saldo positivo ficou em 662 contratações, resultado de 7.951 admissões contra 7.289 desligamentos. O número representa o dobro das oportunidades criadas pelo setor no mesmo período de 2024, reforçando a força e a resiliência do comércio local.
Comércio como motor econômico
Dinâmico e conectado a todos os segmentos — da indústria ao turismo, passando pelo agro e pela construção civil — o comércio de Foz está presente em todas as regiões da cidade. De pequenos pontos nos bairros e na Vila Portes até grandes centros de compras e shoppings, o setor garante diversidade, proximidade e conveniência ao consumidor.
O melhor desempenho mensal do período ocorreu em fevereiro, com saldo de 217 vagas. Já em junho, o comércio fechou o semestre com o maior estoque de empregos: 21.062 trabalhadores com carteira assinada.

Comparativo por segmentos
O saldo de empregos em Foz do Iguaçu no primeiro semestre de 2025 apresentou a seguinte distribuição, segundo o Caged:
- Agropecuária: -9
- Indústria: +64
- Construção: +52
- Comércio: +662
- Serviços (incluindo turismo): +908
- Total geral: +1.677
Vozes do setor empresarial
Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), Danilo Vendruscolo, os números refletem a confiança do empresariado na cidade.
“Um diferencial do nosso comércio é atender moradores, turistas e as populações fronteiriças. Isso exige investir permanentemente, ter diversidade, criatividade e preço competitivo em um território desafiador de fronteira. Os resultados mostram a qualidade das nossas empresas”, afirmou.
Vendruscolo destacou ainda que Foz do Iguaçu soma 5.800 estabelecimentos comerciais, o equivalente a 36% das empresas do município. Desse total, mais de quatro mil são microempreendedores individuais (MEIs).
Expansão de empreendimentos
O setor também se fortaleceu com a abertura de novos negócios. Apenas um supermercado inaugurado no período representou R$ 50 milhões em investimentos e a criação de 200 empregos diretos, além de vagas indiretas.
Segundo o gerente do Portí Atacadista, Edinei de Abreu, a escolha por Foz do Iguaçu está ligada ao potencial de crescimento da cidade e à localização estratégica da fronteira.
“O melhor programa social existente é o emprego, que gera renda, movimenta a economia e dignifica as pessoas. O trabalhador com carteira assinada tem previsibilidade da rotina, garantia de salário e oportunidade de crescimento dentro da empresa”, afirmou.
Monitor do emprego
O Caged é o instrumento oficial do governo federal para medir o saldo de empregos formais no Brasil. Mensalmente, o sistema contabiliza admissões e desligamentos, servindo de base para decisões de políticas públicas e investimentos privados.
Fotos: Marcos Labanca/Divulgação Assessoria ACIFI


