Logo pela manhã de quinta-feira (05) os servidores do setor administrativo da gerência regional do Ministério do Trabalho já estavam paralisados. “A greve agora é nacional e por tempo indeterminado”, revela a diretora do Sindicato da categoria (SINDPREV), Áurea Regina Risden.
Os atendimentos como elaboração da carteira de trabalho, requisitar seguro desemprego, registro de técnicos e toda a parte administrativa e de protocolo será prejudicada com a greve. A paralisação da gerência regional afeta 22 cidades da região oeste do Paraná, e só em Foz do Iguaçu aproximadamente 100 pessoas deixam de ser atendidas diariamente.
Outros atendimentos realizados pelo MT como a fiscalização não serão afetados, pois seguem condições diferenciadas de trabalho.
Paralisação – A primeira paralisação aconteceu no dia 27 de agosto, foi um protesto que durou somente uma manhã e serviu como indicação para o pronunciamento do governo. Como nada foi feito a categoria ainda realizou outras duas paralisações diárias em setembro e outra em outubro. A gerente do sindicato diz que desde o começo do ano o governo Federal está ciente da reivindicação, “entregamos o novo plano de carreira em fevereiro e o governo não apresentou nenhuma resposta”, comenta.
Reinvidicação – A categoria pede principalmente melhorias no plano de carreira, que há mais de 10 anos está defasado, aumento no vale alimentação, “chamamos de vale coxinha porque o valor é irrisório”, Áurea ainda comenta que desde o último concurso realizado pelo Ministério aproximadamente 30% dos concursados desistiram do trabalho pelos péssimos salários oferecidos.
Negociação – A primeira rodada de negociação está prevista para a tarde de hoje (05) e deve ser realizada em Brasília pelo diretório nacional do sindicato. Se a proposta for recusada a greve continua.


