Oito representantes do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Inra) da Bolívia realizaram uma visita pelo Paraná, uma visita ao Brasil para conhecer as experiências e a política desenvolvidas pelo país na reforma agrária e no ordenamento da estrutura fundiária.
Segundo Maurício Rojas Orellana, um dos técnicos do Inra, grupos indígenas organizados já constituiam fortes movimentos sociais na Bolívia, mas, com a ascensão do presidente Evo Morales, aumentou a influência deles. “Agora, além da forte demanda, temos nova pauta para o governo, como o desenvolvimento e a titulação das famílias que participarão do programa de reforma agrária”, disse Orellana.
Ele informou que a comitiva veio conhecer o trabalho feito pelo Brasil em termos de gerenciamento da estrutura fundiária e de regularização de famílias que “historicamente ocupam o território, mas não necessariamente têm documentos de posse”. Os técnicos bolivianos visitarzm assentamentos para ver os resultados dos programas brasileiros nas áreas de cadastro e georreferenciamento de imóveis rurais, assentamento rural, titulação e regularização fundiária.
Para a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Cláudia Sonda, embora os contextos históricos e sociais sejam particulares de cada país, o programa de reforma agrária tem os mesmos objetivos. “A reforma agrária atua na migração das famílias da plena exclusão para a plena cidadania, desconcentrando a posse de terras e inserindo o Estado em questões estratégicas como a segurança alimentar de seu povo e a gestão do seu território”, afirmou.


