“Ninguém quer brigar e trazer transtornos à população. Não queremos chegar ao ponto de um fazendeiro perder uma safra, por exemplo. Muitos insumos agrícolas devem ser entregues com certa urgência às propriedades e não queremos prejudicá-los”, comentou.
A categoria deve manter as suas atividades rotineiras de maneira regular durante a próxima semana, visando desafogar o alto movimento de caminhões que esperam por liberação no Porto Seco. Somente no pátio do local, 900 caminhões estão estacionados. Há longas filas também nas rodovias de Brasil, Argentina e Paraguai.
Segundo o secretário Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), Alfonso Burg, em um dia normal de atendimento, até 500 procedimentos de liberação poderão ser realizados. Em setembro, a categoria deve se reunir novamente para decidir pelo futuro das manifestações.
Reivindicações
Os auditores fiscais recentemente rejeitaram uma proposta de reajuste salarial de 15,8%, proposta pelo Ministério do Orçamento, Planejamento e Gestão. De acordo com a categoria, este aumento deveria ser superior a 30%, considerando a inflação acumulada desde 2008.
Durante a operação-padrão, caminhões que demoravam no máximo um dia para serem liberados, realizavam o mesmo procedimento em quadro dias, superlotando as filas de espera no pátio do Porto Seco e nas rodovias.


