
O diretor de Coordenação, Nelton Friedrich, adiou um compromisso para poder prestigiar o colega de trabalho. Das mãos de Nakasoni, Nelton recebeu uma caneca com a imagem de um dos 16 quadros expostos. “Ele utiliza materiais que iriam para o aterro, mas que, com um colorido magnífico, consegue nos encantar e proteger o meio ambiente”, destacou o diretor, em reconhecimento não apenas à beleza das obras, mas também o uso da matéria-prima.
Para Nelton, outros artistas deveriam seguir a mesma linha de Nakasoni, ao cuidar da natureza utilizando a beleza. “Se aumentarmos em dois graus a temperatura, será impossível viver neste planeta. A reciclagem é uma forma de prorrogar esse aquecimento”.
Depois da cerimônia de abertura, os convidados visitaram a exposição. Os estudantes se encantaram com as obras e participaram de uma roda de conversa com o artista, em uma sala do Ecomuseu. “Eles estavam muito interessados com o material que eu uso, e as minhas influências. Foi muito gratificante”, conta Nakasoni.

Sonho – Os quadros coloridos, feitos em papelões e cheios de camadas com uma “pegada” ecológica refletem a formação do artista. “Sou técnico em meio ambiente e faço parte da equipe do Cultivando Água Boa. Não poderia ter escolhido outro tema”, disse.
Para Nakasoni, expor no Ecomuseu é a realização de um sonho dele próprio e da neta Giovanna, de cinco anos. “Um dia, eu e Giovanna estávamos pintando e eu perguntei: ‘onde vamos expor?’ E ela me disse: ‘no Ecomuseu’. Hoje estamos aqui”, relatou o artista.
Nakasoni é o segundo empregado de Itaipu a mostrar seus trabalhos no Ecomuseu. O primeiro foi João Batista Francisco, com a mostra fotográfica Avis per Francisco. Ambas permanecem abertas ao público até 10 de março.


