Áreas ribeirinhas sofrem com reservatório cheio

Com as constantes chuvas na cabeceira do rio Paraná, em Curitiba, a situação das enchentes nos locais próximos ao rio no lago de Itaipu, e após a barreira da usina hidrelétrica devem continuar.

Aproximadamente 70 casas já foram atingidas pela cheia no bairro San Rafael, em Ciudad del Este. E não é só a região próxima a Foz do Iguaçu que sofre, Cesar Palma de São Leopoldo (RS), trabalha a 450 km da barreira da usina de Itaipu, e diz que as cheias no rio Paraná prejudicam o hotel onde trabalha.
 
Foto: JIE
Vazão aumenta em decorrência do reservatório cheio

Por causa das chuvas e do grande período de precipitação, que ainda pode haver, os moradores da tríplice fronteira estão preocupados, não só com o nível da água, mas também com a estrutura da barreira.

Barragem – As barragens de usinas de pequenos portes, construídas sem muito controle de qualidade ou por falta de manutenção há chances de rompeta. Porém grandes represas como Itaipu ou Ilha Solteira, é muito pequena. São feitas com muito critério e têm o dispositivo extravasor, pelo qual a água sai quando a represa enche. 
 
Reservatório – O vice-presidente do Conselho Mundial das Águas, Benedito Braga, disse em entrevista ao jornal Estadão, na edição de domingo (31), que se não houvesse a ocupação das áreas ribeirinhas, os reservatório cheiosnão seria problema. “Significa que, se tiver uma seca no ano que vem, não vai ter racionamento. O Sistema Cantareira fornece 50% da água consumida em São Paulo. Significa que não teremos problemas para gerar energia elétrica. A Billings hoje não gera energia. Se gerasse, estava bom. Mas, quanto mais cheios Furnas, Barra Bonita, Ilha Solteira, Itaipu, melhor para nós. Podemos gerar energia com mais segurança. Se não fosse essa ocupação desordenada, essa falta de regras e de cumprimento, seria uma notícia muito boa”, comentou. 
 
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