Alfândega de Foz do Iguaçu responde por quase metade das apreensões no Paraná e Santa Catarina no 1º semestre de 2025

Balanço Semestral de Apreensões de Mercadorias pela Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu aponta aumento nas retenções de smartphones e cigarros eletrônicos; apreensão de drogas tem queda de 44% no volume.

A Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu apreendeu, entre janeiro e junho de 2025, R$ 279,4 milhões em mercadorias provenientes de contrabando e descaminho na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
O valor representa 13,93% de todas as apreensões feitas no país e 43,78% do total registrado na 9ª Região Fiscal — que abrange Paraná e Santa Catarina.

Crescimento nas apreensões de eletroeletrônicos

No período, foram retidos R$ 79,98 milhões em eletroeletrônicos descaminhados, o equivalente a 36,88% do total apreendido na 9ª Região Fiscal.
O resultado também representa 18,09% das apreensões nacionais dessa categoria, que somaram R$ 442,17 milhões no país.

Houve um crescimento de 5,33% em relação ao mesmo período de 2024, quando as apreensões totalizaram R$ 75,93 milhões.


Os smartphones lideram dentro do segmento, com R$ 59,1 milhões apreendidos, representando 73,89% do valor total de eletroeletrônicos e um aumento de 10,55% na comparação com 2024.

No cenário nacional, os celulares apreendidos pela ALF/Foz do Iguaçu equivalem a 21,99% do total confiscado no Brasil e 46,22% das retenções no Paraná e Santa Catarina.

Cigarros perdem a liderança, mas seguem no topo

Com R$ 72,79 milhões apreendidos no semestre, os cigarros convencionais caíram para a segunda posição entre as mercadorias mais retidas pela Alfândega, atrás apenas dos eletroeletrônicos.
O volume representa uma queda em relação a 2024, quando as apreensões somaram R$ 93,26 milhões.

Segundo pesquisa do Instituto IPEC, encomendada pelo Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), contrabandistas têm alterado rotas, evitando corredores tradicionais como Mato Grosso do Sul e Paraná, e investindo em novas vias de entrada e fábricas clandestinas no Brasil.
Esse cenário explica o aumento do fluxo de cigarros ilegais no Nordeste e a mudança no perfil das apreensões na 9ª Região Fiscal.

Alta na retenção de cigarros eletrônicos

As apreensões de cigarros eletrônicos cresceram de R$ 6,67 milhões no 1º semestre de 2024 para R$ 10,82 milhões em 2025 — um salto de 62%.
A Alfândega de Foz do Iguaçu responde por 43,09% das apreensões dessa categoria na 9ª Região Fiscal.

A Anvisa proíbe desde 2009 a importação, venda e consumo de cigarros eletrônicos no Brasil, devido aos riscos à saúde.
Assim como os cigarros convencionais contrabandeados, esses produtos não passam por controle sanitário e chegam ao consumidor final por valores muito acima do custo real.

Panorama regional e nacional

No 1º semestre de 2025, as apreensões na 9ª Região Fiscal totalizaram R$ 638,16 milhões, alta de 6,45% em relação a 2024.
Em nível nacional, as retenções chegaram a R$ 2,005 bilhões, aumento de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No Brasil, foram apreendidos R$ 365,55 milhões em cigarros contrabandeados e R$ 115,56 milhões em cigarros eletrônicos.

Retenção de drogas: mais ações, menos volume

A Alfândega de Foz do Iguaçu também atuou na apreensão de drogas. Entre janeiro e junho de 2025, foram 46 retenções, totalizando 5,2 toneladas de entorpecentes.
O número de operações superou as 34 ações realizadas no mesmo período de 2024, mas o volume apreendido caiu 44%.

A maior parte das drogas interceptadas era maconha4,9 toneladas, ou 91,7% do total.
Outros registros incluem 156 kg de capulho (2,98%), 94,3 kg de haxixe (1,8%) e 26,9 kg de skunk (0,5%).Em 2024, as apreensões somaram 11,9 toneladas, sendo 98,83% de maconha. A redução é explicada pelo menor volume médio por ocorrência, apesar do aumento na frequência das operações.

Com Informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Imagens: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu