Era setembro de 2011 quando o Diretor do FozTrans deu uma entrevista – ao vivo – para a RPC (veja o link http://g1.globo.com/videos/parana/t/paranatv-1-edicao/v/passagem-do-transporte-coletivo-fica-mais-caro-em-foz/1676592/) dizendo que o aumento da passagem estava vinculado à obrigação do Consórcio Sorriso em iniciar, no máximo em quarenta dias, uma “completa reforma e modernização do Terminal de Transporte Urbano” eu confesso a vocês, nobres leitores, que, também por acreditar ser, naquela hora, inevitável o aumento, ter ficado, no mínimo, aliviado com a possibilidade de uma melhora no Terminal.
Hoje, no entanto, sete meses depois, percebo que fomos, nós iguaçuenses, enganados. Principalmente quem, como eu, utiliza diariamente o Trasnporte Coletivo. A “total reforma e modernização” começou cinco meses após o previsto e, ao que tudo indica, não passa de uma tapeação. Estive pessoalmente fotografando o local, na última sexta-feira, e pude constatar, tanto pelo que vi quanto pelo que ouvi de funcinários do Consórcio Sorriso, que tudo não passe de alguns ajustes, da reforma de alguns bancos – não de todos -, uma pintura “aqui e outra ali” e o conserto de grades. Na foto abaixo, o cidadão aguarda seu ônibus sentado num banco fantasma.
Pedi para um funcionário me mostrar o que já havia sido feito e ele me mostrou essa base metálica do pilar de madeira, dizendo “olhe, foram pintadas todas as bases metálicas”. Tirei uma foto para mostrar aos leitores o “belo” trabalho.
Visitei também os banheiros, mas fui impedido de fotografar. Mas, pelo que vi, não melhoraram muito e, ainda, não são locais que dão alguma dignidade. Apesar de serem pagos.
E, aproveitando que estamos falando do Terminal… Quero levantar outro detalhe importante: a falta de fiscalização quanto aos vendedores ambulantes dentro do Terminal. Acreditos que muitos não são regulares. Vejam, amigos, não sou contra o trabalho das pessoas mas, para tornar o lugar mais agradável, é preciso coibir ou, pelo menos, organizar melhor essas pessoas que ali trabalham para tirar certa renda, mas, do jeito que estão, prejudicam o bom funcionamento dos fluxos de pessoas no embarque e desembarque. Na foto abaixo, vemos que o local está ocupado por barraquinhas, diversas. (aproveitem para ver a sujeira do local)
E tem gente vendendo poesia, trufas, dvds, etc. E tudo na frente do Poder Público. Nesta foto, a Guarda-Municipal convive tranquilamente com os ambulantes. Vejam a viatura passando sem, no entanto, causar a alvoroço nos venderes. Isso é desrespeito até com aqueles que têm o alvará de ambulante ou possuem a concessão das lojas dentro do Terminal.
Bom, vou terminar a coluna (e não o debate) dizendo que há ainda muitas coisas para serem feitas no Terminal Urbano (podem comentar abaixo). A reforma que está em andamento é pífia, perto da real necessidade e, principalmente, do prometido. É preciso uma ação efetiva do Poder Público para transformar o local em um verdadeiro ponto – nodal – do transporte. Dando a ele – ao TTU – estrutura, segurança, limpeza, comunicação visual, fiscalização (de pessoas e, também, das empresas de transporte sobre o cumprimento dos horários), conforto e, principalmente, eficiência nos transbordos e embarques. Nós já temos um Sistema de Transporte mal-projetado e ineficiente (como tantas vezes falamos aqui em nossa coluna) e já pagamos uma passagem absurdamente cara para o nível do serviço prestado. O mínimo que queremos é um Terminal decente.
(ps.: olhem o vídeo novamente e vejam como o Diretor do FozTrans é hábil para justificar o aumento da passagem)

* Luiz Henrique Dias é encenador da Cia Experiencial Teatro do Excluído e Coordenador de Projetos em Políticas Públicas. Siga ele no twitter: @LuizHDias. Acesse: luizhenriquedias.com.br
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