Na segunda-feira (11) o Clickfoz teve acesso aos relatórios do Ministério da Educação referentes ao resultado do ENEM 2010. Com base na média total obtida por cada Colégio de Foz do Iguaçu construímos um ranking com os melhores de Foz do Iguaçu.
A surpresa foi ao constatar que a maiorias dos colégios públicos da cidade superou a média nacional que foi de (511,57), e entre o TOP 10, figuram dois estaduais. O Barão do Rio Branco em 8º (566,05) e o Mariano Paganoto em 10º (555,21).
A dados de comparação, a média mais alta alcançada em Foz do Iguaçu foi do colégio Bertoni com (611,44). Os colégios particulares, além de ter uma estrutura física invejável, apresentam ao longo do ano provões específicos, principalmente para o ENEM. Já os colégios públicos dependem 100% do estado e da criatividade dos conselhos de pais e mestres e nenhum dos dois presentes no TOP 10 realizam este tipo de atividade.
Na quinta-feira, estive com a repórter Mariana Serafini no Mariano Paganoto para conhecer mais das ações realizadas que ajudaram o Colégio Estadual figurar entre os 10 melhores da cidade. A primeira impressão foi de um ambiente descuidado e escuro, a secretaria nos recebeu em uma janela separada por grades de ferro, lembrando mais a recepção de uma prisão do que uma instituição de ensino.
Depois que liberaram um portão de metal com uma fechadura elétrica conseguimos entrar no espaço dedicado a educação de nossos jovens. As paredes pintadas de cinza não auxiliam em nada para um ambiente alegre e os lixos jogados pelo chão muito menos.
O interessante é que no meio desta atmosfera existem profissionais capacitados e que usam da criatividade para se destacar e levar uma educação de qualidade. Com somente um data show, as professoras improvisam e usam deste déficit para alavancar os trabalhos com os alunos.
As diretoras reclamam por melhorias na estrutura física, durante a última visita da Secretaria Estadual de Ensino, os técnicos analisaram que o ambiente não precisa de reformas.
Já no Barão do Rio Branco, tradicional colégio estadual na região central de Foz do Iguaçu, a situação é totalmente diferente. Ambiente claro, paredes limpas e lugar arejado propiciam uma convivência muito mais adequada.
Lá, a tradicionalidade está também na equipe pedagógica, presente há mais de 15 anos, isto parece fazer toda a diferença. Os professores conhecem a característica da “clientela” – palavra horrorosa, mas usada pelos diretores para definir o perfil dos alunos – e se dedicam a ter um feedback.
Há pontos positivos e negativos nos dois casos. Em ambas situações o humano estava presente se dedicando o máximo. Uma das principais reclamações estava na máquina governamental em questão de recursos.
O que comprovamos é que existe ainda um limiar entre a educação privada e a pública, na pública há pessoas dedicadas, mas que esbarram nos recursos. Queremos acreditar que em um futuro próximo não exista mais diferença, e que o cidadão que paga bilhões de impostos por ano, consiga uma educação de qualidade gratuita.

Garon Piceli é editor do portal Clickfoz, siga ele no twitter: @garonpiceli
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