“A massa do público prefere interatividade à reflexão”, Luiz H. Dias

 

De acordo com Luiz Henrique Dias, responsável pelo texto e direção de Guizos, a peça não tem por objetivo divertir, fazer rir ou entreter. A proposta é de fazer o público refletir sobre a existência humana e relação com o mundo.

Foto: Gabriela Keller/Cia Teatro do Excluído
Luiz Henrique Dias propõe teatro contemporâneo, diferente das linhas que a cidade está acostumada a ver

A Cia Teatro do Excluído é contra o espetáculo e o teatro para o lazer, aposta em um estilo intimista e poético para um público seleto. “Não quer dizer que a peça é didática, que é pra você refletir sobre a problemática do mundo, sobre a pedofilia, não é nada disso, é um texto que questiona a existência do eu”, esclarece o diretor.

A obra – Guizos conta trechos da vida de Tom (Gabriel Pasini), um médico de bairro, quieto, de poucos amigos. Tom vive um relacionamento sufocado e dependente por anos, apesar do horror que possa causar, é com um garoto que não tem olhos e a boca costurada. Tudo está nas entrelinhas, nada é explícito.

Um estilo de teatro diferente do que a cidade está acostumada a assistir, pode ser que Guizos cause certo estranhamento e até mesmo desconforto, mas no momento que se entende a essência, a história toma outra proporção, e já não é mais possível sentir pena do garoto sem olhos.

SERVIÇO
Guizos
Texto e direção de Luiz Henrique Dias
Teatro da Lupah é na Rua Rui Barbosa, 1172, Sala 2. Próximo ao Shopping Mercosul
Temporada: 23 de julho a 4 de setembro
Sábados: 20h30 | Domingo: 19h30