Ao caminhar por algumas ruas de Foz do Iguaçu, percebo que há muitos objetos e locais públicos destruídos como orelhões, lixeiras, bancos de pontos de ônibus, praças, etc. Sem falar no lixo e inúmeros cacos de garrafas de vidro jogados pelas ruas, demonstrando que, por ali, passaram “pessoas” com comportamentos inexplicáveis.
O aspecto visual de uma cidade não depende somente das ações do poder público, mas também do comportamento de seus residentes e visitantes. Cabe aos cidadãos cultivar a preservação e cobrar dos responsáveis para que façam o mesmo.
E falando em aspecto visual, quero lembrar também que em alguns muros e prédios públicos, um pouco de arte não faria mal a ninguém. Então, por que não criar um projeto cujo objetivo seja o de destacar os muitos artistas das artes visuais existentes em nossa cidade? Tenho certeza que os mesmos possuem criatividade o bastante para, com sua arte, dar beleza a tantos muros vazios e prédios cinza.
As crianças e adolescentes interessados poderiam, inclusive, passar por oficinas e auxiliar os artistas nos trabalhos que poderiam se estender por toda a cidade, especialmente nos bairros. Dessa forma, os aprendizes teriam contato com o universo da pintura, do grafite, enfim, contribuiriam com a transformação visual dos locais selecionados, por meio do experiente olhar de cada artista. Aprenderiam, por exemplo, que grafite é arte e não pichação e que, quando há vontade, criatividade e incentivo, nós, seres humanos, podemos dar outra cor à nossa realidade e à dos outros.
Talvez, após uma experiência como essa, cada um levaria para sua casa e sua vida o conceito e a vivência de que a cultura do cuidado com o meio onde vivemos é para ser praticada e passada adiante.

*Claudia Ribeiro é atriz, contadora de história, produtora, dramaturga e professora.



