"Governo do Estado está travando construção da trincheira", diz secretário municipal de Meio Ambiente e Obras

A afirmação do Secretário Municipal de Meio Ambiente e Obras, Ruberlei Santiago, aconteceu durante reunião realizada pela Comissão Especial das Estradas Federais – presidida pelo vereador Nilton Bobato – que teve o intuito de esclarecer os motivos pelos quais a trincheira no trevo da Vila A com a BR277 ainda não foi construída. No ano passado, em audiência pública, convocada pela Comissão Especial das Estradas Federais, a Prefeitura e a Itaipu haviam se comprometido com a construção da trincheira, inclusive com a viabilização dos recursos, estimados em R$2 milhões. De acordo com Ruberlei Santiago, o município está impedido de iniciar a obra porque o Governo do Estado não está autorizando a trincheira sob a alegação de que o DER está realizando estudos para construção de um viaduto no local. “Eles alegam que a trincheira não é adequada em função do intenso fluxo de veículos”, informou.

Santiago disse não concordar com a alegação de inviabilidade da trincheira, pois, segundo ele, o problema central que causa o congestionamento no local é o fluxo de caminhões, situação que pode ser resolvida com a mudança de tráfego daqueles veículos para a Avenida Costa e Silva e JK. Além disso, a diferença de valores para construir a trincheira e o viaduto é abissal. Enquanto a trincheira custa R$2 milhões, o viaduto está estimado em R$8 milhões.

Segundo o Presidente da Comissão Especial das Estradas Federais, Nilton Bobato, há contradições no discurso do Governo do Estado. “O Secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, em entrevista a canal televisivo, disse que os técnicos do DER avaliarão se será trincheira ou viaduto, mas acrescentou também, segundo as palavras dele, que não é justo que o Estado tenha o ônus de construir a obra em uma rodovia federal”.

O vereador relembrou que em 1997, o Governo do Estado passou a concessão da rodovia à concessionária privada e não incluiu no contrato a construção do viaduto, que estava previsto pelo antigo DNER (atual Dnit).

A desautorização do Governo do Estado, segundo o Presidente da Comissão Especial das Estradas Federais, emperra o trabalho desenvolvido desde o ano passado entre Prefeitura, Ecocataratas e Itaipu. No acordo entre as instituições, firmado no ano passado, a Itaipu se responsabilizou com R$1 milhão para a construção da ponte, a Ecocataratas pelo fornecimento do projeto estrutural, estimado em aproximadamente R$50 mil e pelo asfalto; e a prefeitura, pelo paisagismo.

A Comissão Especial das Estradas Federais está tentando agendar novas reuniões com os representantes do Dnit, DER e Governo do Estado.