Corintianos fazem uma enorme festa durante partida na fronteira

Muitos, dos milhares de corintianos presentes ao estádio Antonio Oddone Sarubbi (também conhecido como 3 de Febrero) viveram na noite de quarta-feira (11) uma situação inédita em suas vidas. A maioria assistia pela primeira vez a uma partida do time pelo qual escolheram  torcer. A distância entre São Paulo e Foz do Iguaçu acaba prejudicando essa presença mais constante ao estádio. Por isso, os iguaçuenses, torcedores do “Timão” não desperdiçaram a oportunidade de acompanhar a partida contra o Nacional, em Ciudad del Este, no Paraguai, fronteira com o Brasil. 

Foto: Poliana Corrêa/Clickfoz
Marco Antônio já foi até o México, atrás do Corinthians
 
A peregrinação até o lado paraguaio da fronteira começou assim que o sol se pôs. Toda a aglomeração de ônibus e vans com destino ao local do jogo se concentrou próxima à Igreja da Paróquia São Paulo, no Maracanã. E não eram apenas moradores de Foz do Iguaçu que estavam indo ver ao Corinthians jogar. Havia sim, paulistas que viajaram exclusivamente por conta do jogo. É o caso de Marco Antônio, que veio com outros dois amigos. “Estamos sempre presentes aos jogos do ‘Coringão’. Já fui até o México. Distância não é problema”, revelou o empolgado torcedor. Ele também mostrou confiança no time. “Este ano, é a equipe que melhor está jogando a Libertadores, sem firulas, jogando redondo, tem tudo para ser campeã”, aposta.
 
Durante o trajeto até o estádio, cânticos de vitória, gritos de euforia, palpites para o placar. Em carreata, para aumentar a segurança, os ônibus seguiam até a Ponte Internacional da Amizade. Ao cruzar a fronteira, uma rápida abordagem feita pela polícia local, e logo em seguida a viagem prosseguiu. De longe, era possível ver os refletores do estádio, todos ligados e iluminando o palco do futuro espetáculo. Após a passagem pela bilheteria, era hora de escolher o lugar. Era visível que o Corinthians iria se sentir em casa, mesmo atuando em outro país.
 
Foto: Poliana Corrêa/Clickfoz
Devido à segurança, os ônibus ficaram próximos durante o percurso até o estádio, no Paraguai

Da torcida do Nacional, pouco mais de 600 pessoas acompanhando e incentivando o clube, que não é dos mais tradicionais naquele país. Sua média de público no Campeonato Paraguaio não ultrapassa os mil pagantes.

Mas Corinthians e Nacional não eram exclusividades nas arquibancadas. Havia – acredite – torcedora do Palmeiras no meio de um “bando de loucos”. Elaine Alberton, que garante ter ido ao jogo, por conta dos netos e dos filhos. E ela não se sentia ameaçada na presença de maioria corintiana. “Não tenho medo, o pessoal aqui é tranquilo e estou junto dos meus filhos e netos”, disse aos risos. 

O placar final, de 3 a 1 para o Corinthians, satisfez a euforia da torcida, que pôde ir para casa, ou hotel, mais tranquila e com a certeza da classificação às oitavas de final do torneio continental.