Considero intrigantes algumas questões que fazem parte de nossa cultura brasileira. Não sei se você, caro leitor, concordará com os apontamentos que farei. Não que seja necessário concordar, mas gostaria de dividir com você alguns pensamentos. Talvez você terá a impressão que estou na idade dos “por quês”, mas já passei por essa idade e agora são reflexões.
Entre um jogador de futebol, por exemplo, e um professor, qual das funções tem realmente relevância social? Qual o critério para que um professor receba bem menos que um jogador de futebol?
Por que não é exigido que um representante político tenha formação acadêmica? Será que todos que optam por seguir uma carreira política são motivados pelo orgulho e compromisso em representar seu eleitor? Ou são os benefícios e os salários que são os reais motivadores?
Por que as campanhas publicitárias estão cada vez mais violentas ditando preconceitos e padrões alienadores?
Por que ainda há pais e professores que fazem a criança associar a leitura ao castigo?
E por falar em leitura, restringindo as questões à Foz do Iguaçu, por que a nossa biblioteca municipal funciona somente em horário comercial e os usuários que são prejudicados não fazem algo para mudar essa situação?
Quando as autoridades resolverão construir um teatro municipal para a cidade de aproximadamente 300 mil habitantes, considerada o segundo ponto turístico mais visitado do país e que tem uma das sete maravilhas da natureza?
Pois é caro leitor, como você pode ver são alguns questionamentos que a gente, de repente, até sabe a resposta, mas a apatia é tão intensa que já tomou grande parte do nosso comportamento ao ponto de aceitarmos tudo como se fosse natural.

*Claudia Ribeiro é atriz, contadora de história, produtora, dramaturga e professora.
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