Cerca de 100 alunos e 80 pais participaram da manifestação em protesto à falta de transporte escolar. Os manifestantes fecharam a BR-469 por quase duas horas, nesse período, eles deixaram passar apenas um comboio da Polícia Rodoviária Federal que transportava presidiários.
| Foto: Arquivo Pessoal |
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| Por mais de uma hora a rodovia ficou fechada, nem o tranporte coletivo passou |
Desde o início do ano há um impasse entre a prefeitura e o governo do estado sobre quem vai custear o transporte. A prefeitura já manteve os custos durante todo o ano de 2011, mas esta é uma responsabilidade do Estado. Há pouco mais de um mês houve um acordo, mas o Governo não cumpriu e a prefeitura suspendeu o transporte de 1700 alunos da rede estadual.
A maioria destes alunos não tem outra forma de ir para o colégio se não o ônibus disponibilizado até então pela prefeitura. Grande parte deles está faltando as aulas e muitos já estão perdendo as provas bimestrais. Diante disso, a Associação de Moradores do Carimã e UMEFI – União Municipal dos Estudantes de Foz do Iguaçu – decidiram pelo protesto.
“Nosso objetivo é mostrar para os governantes que nós estamos unidos e não vamos aceitar essa situação. A manifestação foi muito boa, nós causamos o impacto que queríamos”, afirmou a presidente da Umefi, Maiara Oliveira.
De acordo com ela, alguns colégios já manifestaram apoio aos estudantes, o Colégio Estadual Monselhor Guilherme publicou uma carta em apoio a causa dos estudantes e se comprometeu em refazer a semana de provas para quem não está conseguindo ir assistir as aulas. Outras escolas vem manifestando esse tipo de ajuda também.
Da manifestação saiu uma comissão de três pais direto para a promotoria, eles levam adiante um processo contra o Estado, exigindo o retorno imediato do transporte.
“O transporte é muito precário, o ônibus para 35 alunos leva 70, sem cinto de segurança nem nada, mas os pais não estão exigindo nem a qualidade do transporte, querem apenas que os filhos possam voltar a frequentar a escola”, esclareceu Maiara.
A presidente da UMEFI contou que muitos alunos residentes de bairros distantes sequer conseguiram chegar na manifestação. “Eles moram em bairros tão afastados que nem conseguiram vir, a situação está muito complicada porque esses alunos não tem condições de se deslocar”.
Alguns pais têm montado pequenas caravanas para levar os filhos à escola conforme podem, mas mesmo assim, não tem como atender os 1700 alunos. “Com essa briga de egos entre o governo municipal e estadual quem sofre é a população, mas nós vamos às ruas e vamos mostrar que estamos unidos”, encerrou a líder estudantil.



