Câmara retoma debate sobre situação dos ex-funcionários da Santa Casa Monsenhor Guilherme

 

O mais antigo hospital de Foz do Iguaçu fechou as portas há seis anos, mas até hoje, cerca de 600 ex-funcionários ainda brigam na justiça pelos direitos trabalhistas, segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde.

 

Os processos tramitam na 4ª vara civil da Comarca local. Os credores não se conformam com a demora na solução do caso. O atendente de farmácia Jailson Soares da Silva trabalhou 11 anos na Santa Casa e lamenta a situação dele e dos ex-colegas. “Alguns já morreram antes mesmo de receber as indenizações e muitos, até hoje, estão desempregados, passando necessidade ou com problemas de saúde”, afirmou Jailson.

 

O prédio onde funcionava o hospital foi arrematado, em 2006, pelo deputado federal Alfredo Kaefer, por R$ 4,8 milhões, depois que a Irmandade Monsenhor Guilherme entrou com pedido de insolvência. O pagamento foi feito em 60 parcelas de R$ 66.666,66, quitadas em setembro do ano passado. O imóvel, que fica no centro de Foz, ainda está desativado. A massa falida do hospital é administrada pelo empresário Marcelo Simão, de Curitiba.

 

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, Paulo Sérgio Ferreira, recebeu denúncia de desvio de dinheiro da venda do hospital. “Tenho um relatório de 150 páginas com sérias acusações contra a administração da massa falida. Cerca de R$ 900 mil reais teriam sido desviados. Só com o aluguel de depósito para sucatas seriam 9 mil reais por mês”, alertou o sindicalista.

 

Todas estas questões serão debatidas na audiência pública marcada para o dia 11 de maio, às 19h, na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. O requerimento no 63/2012 é de autoria do vereador Zé Carlos (PMN).

 

Ele espera a presença da comunidade, dos ex-funcionários da Santa Casa, do Deputado Federal Alfredo Kaefer e do Deputado Estadual Fábio Camargo, presidente da CPI das massas falidas. “Será um momento para trazer à tona o andamento dos processos trabalhistas e cobrar das autoridades uma solução para esses trabalhadores que tiveram prejuízos financeiros e morais”, disse Zé Carlos.