Professores de Foz do Iguaçu ainda não se posicionaram quanto à greve nacional

 

Em assembleia geral o Sindicado Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – Andes – deliberou uma greve nacional que já foi aderida por algumas faculdades. No Paraná, a assembleia geral da Universidade Federal do Paraná aconteceu na segunda-feira (14) e os servidores e docentes aderiram a greve, assim como, os profissionais da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Foto: Mariana Serafini
Recentemente professores e funcionários da UNILA fizeram um dia inteiro de paralização para reivindicar pautas locais

Mas em Foz do Iguaçu a situação ainda não foi definida, tanto os docentes e servidores técnicos da UTFPR, quanto os da UNILA ainda não decidiram se irão aderir à greve nacional.

 

De acordo com a bibliotecária da UTFPR campus de Foz, Patrícia Teixeira, que é também a representante da unidade junto à Curitiba, há um clima de insegurança no campus, alguns funcionários e professores se mostram favoráveis à greve enquanto outros não pretendem aderir. “O sindicato ainda não se posicionou, então não temos muita segurança quanto a qual decisão tomar, estamos conversando e vamos fazer uma assembleia para decidir”, disse.

 

Na UNILA a situação não é diferente, mas a justificativa é outra. De acordo com a professora Gisele Ricobon que é presidente da Associação de Docentes da UNILA – Adunila – será feita uma assembleia entre os dias 23 e 24 para decidir se os servidores e docentes irão aderir à greve.

 

Ricobon explica que a Adunila ainda não está vinculada a nenhuma entidade nacional, como a Andes, por exemplo, por isso ainda é preciso discutir a questão. “No dia 17 nós já saberemos quais são as faculdades que estão aderindo, então poderemos discutir melhor a questão para tomar essa decisão”.

 

As reivindicações nacionais consistem basicamente em reposição salarial desde 2010, aumento de 4%, e melhores condições de trabalho para os docentes e servidores. Ricobon conta ainda que muitas faculdades estão deliberando reivindicações locais em suas assembleias.