A Apple apresentou nesta terça-feira (9) o iPhone 17 em um evento realizado em Cupertino, Califórnia. A nova família de smartphones trouxe ajustes de design, melhorias de desempenho e novidades nas câmeras. A empresa também anunciou atualizações para smartwatches, fones sem fio e para o sistema iOS.
Os preços sugeridos no lançamento variam de US$ 799 no modelo básico a US$ 1.199 no Pro Max, com armazenamento a partir de 256 GB em todas as versões.
O que mudou no iPhone 17
O iPhone 17 estreia com tela Super Retina XDR de 6,3 polegadas, brilho de até 3.000 nits e taxa de atualização de 120 Hz com ProMotion. A novidade soa empolgante, mas não exatamente inédita: a taxa de 120 Hz já está presente em aparelhos Android, como os topos de linha da Samsung e da Xiaomi, desde meados de 2020.
O chip A19, segundo a Apple, é 20% mais rápido que a geração anterior. O aparelho também inaugura o Ceramic Shield de segunda geração, que promete resistência três vezes maior contra quedas e riscos.
Avanços em câmeras
A principal evolução está na lente ultrawide, que saltou de 12 MP para 48 MP. Já a câmera frontal, de 12 MP, promete elevar a qualidade em chamadas de vídeo e selfies no modo retrato.
Outro destaque é a possibilidade de gravar em 4K Dolby Vision a 60 fps, com recursos como Cinematic Mode e Action Mode. Há ainda a função de capturar vídeos espaciais compatíveis com o Vision Pro.
iPhone 17 Air: o mais fino já feito

O modelo que substitui a linha Plus é o iPhone 17 Air. Com apenas 5,6 mm de espessura, é o smartphone mais fino já lançado pela Apple.
A tela tem 6,5 polegadas, taxa de 120 Hz e é feita em Ceramic Shield. O corpo, em titânio, que neste lançamento está presente apenas no modelo Air, é quatro vezes mais durável que modelos anteriores, enquanto o processador A19 Pro garante desempenho similar ao do MacBook Pro.
A bateria promete autonomia de até 39 horas de reprodução de vídeo, adaptando-se aos padrões de uso do dono.
iPhone 17 Pro e Pro Max: design e ironias

As versões Pro ganharam um novo design na parte traseira. A moldura quadrada de câmeras deu lugar a uma barra horizontal que concentra lentes, flash e sensor LiDAR.
O processador A19 Pro exige um sistema de dissipação mais eficiente, e a Apple apresentou como novidade a inclusão de uma câmara de vapor. O detalhe é que essa solução já existe em smartphones Android desde 2019, como no Samsung Galaxy S10 — ou seja, não chega a ser uma revolução de fato.
Outra mudança chamou atenção: após exaltar o titânio no iPhone 15 como material premium por sua leveza e resistência, a Apple voltou ao alumínio na construção dos novos Pro e Pro Max. A decisão pode estar ligada a custo, dissipação de calor e design, mas soa como um recuo curioso. Afinal, o alumínio é mais barato e conduz melhor o calor, enquanto o titânio oferece maior resistência à corrosão e deformações.
Ambas as versões Pro contam com a mesma promessa de durabilidade reforçada do Air, com o Ceramic Shield. As três câmeras traseiras são de 48 MP, com zoom até 46% superior ao da geração anterior.
Quando o iPhone 17 chega no Paraguai?
Historicamente, as primeiras unidades dos novos modelos da apple costumam surigr em Ciudad Del Este, no Paraguai, uma semana após o início das vendas nos Estados Unidos, mas obviamente, não pelos canais oficiais de importação. O uso de canais “não oficiais” acaba fazendo com que as primeira unidades sejam disponibilizadas com acréscimo de preço, se comparado com o preço sugerido no lançamento. Os aparelhos pelo canal oficial, costuma estar disponíveis no início de novembro, geralmente chegando ao consumidor final pelo mesmo valor anunciado pela empresa no lançamento.
Entre novidades e repetições
O iPhone 17 reforça a estratégia da Apple de equilibrar design refinado, marketing agressivo e incrementos pontuais em desempenho e câmeras. Ainda assim, algumas “novidades” soam mais como reembalagens de tecnologias já comuns no universo Android há anos.
Para quem vive dentro do ecossistema da marca, a atualização está sendo vista como evolução natural. Para os mais céticos, o lançamento parece mais um capítulo da velha tática da Apple: apresentar como inédito o que já estava no mercado há bastante tempo.
Imagens: Reprodução/Apple


