No cruzamento da Avenida Costa e Silva com a Avenida Paraná, em Foz do Iguaçu, está a Praça Naipi. O local, estratégico por onde passa a maioria dos turistas que chega a Foz pela rodovia BR-277 e milhares de moradores diariamente, deveria ser cartão-postal, mas acabou se tornando símbolo de abandono e insegurança.
Agora, uma nova etapa de revitalização está em andamento, com promessa concreta: criar um espaço de fácil acesso para viaturas da Polícia Militar e da Guarda Municipal. A proposta é simples e eficaz — presença policial constante para coibir o uso indevido do espaço.
Ação integrada entre secretarias
A intervenção reúne as secretarias municipais de Meio Ambiente, Assistência Social, Segurança Pública e Obras. Nos últimos meses, a praça já recebeu limpeza completa, corte de grama, poda de árvores e retirada de bancos e mesas degradados.
O setor de Assistência Social atua no acolhimento e orientação de pessoas em situação de rua, buscando equilibrar segurança e dignidade.
Empresários da hotelaria e do comércio local também demonstram interesse no programa Adote Uma Praça, visto como alternativa para transformar a Naipi em um espaço de convivência seguro e agradável.
Histórico de promessas
Não é a primeira vez que a Praça Naipi passa por revitalização. Em agosto de 2019, o espaço recebeu melhorias no paisagismo, iluminação de LED e ações para afastar usuários de drogas e criminosos.
A expectativa era de que o local se transformasse. No entanto, em 2020, o lockdown e o fechamento das fronteiras mudaram o cenário. Paraguaios que não conseguiram voltar ao país começaram a ocupar a praça, que acabou virando abrigo para diferentes grupos e cenário de consumo de drogas e até produção de conteúdo adulto.
Em poucos anos, o investimento se perdeu no tempo e no descaso.
Mais que obras, é preciso presença
A atual intervenção traz um diferencial: a promessa de viaturas permanentes no local. Essa medida pode evitar que a Praça Naipi volte a enfrentar abandono.
Mas revitalizar é apenas o primeiro passo. É necessário garantir vigilância e presença constante, participação da comunidade e compromisso real do poder público.
A depredação de uma praça não significa apenas destruir bancos e jardins — é também a perda do orgulho de ser iguaçuense.
Foto: Divulgaçao/Agência Municipal de Notícias


