Foz do Iguaçu deu mais um passo concreto para se consolidar como referência internacional em turismo cultural. Nesta terça-feira (29), representantes do município, do Governo do Paraná e da direção do Centre Pompidou — uma das instituições de arte moderna mais renomadas do mundo — reuniram-se para alinhar estratégias institucionais e operacionais visando à implantação do Centro Pompidou Paraná, que será construído ao lado do Aeroporto Internacional de Foz.
O encontro contou com a presença da diretora-geral do Centre Pompidou, Julie Narbey, da diretora de Desenvolvimento Internacional e de Negócios, Gaële de Medeiros, e da diretora de Assuntos Jurídicos e Finanças, Florie Yall. Pelo lado brasileiro, participaram o secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Jin Petrycoski, o diretor-presidente da Fundação Cultural, Dalmont Benites, e a secretária de Estado da Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira.
A reunião, que teve apoio logístico da agência Loumar Turismo, que neste ano completa 35 anos de história operando na fronteira e se tornou referência em turismo receptivo no Paraná, marca o fortalecimento da cooperação internacional entre Brasil e França e simboliza um novo ciclo para Foz do Iguaçu — agora também no mapa global da arte contemporânea.
“Virada de chave” no turismo cultural
Para o secretário de Turismo, Jin Petrycoski, o projeto representa uma virada histórica na forma como a cidade é percebida mundialmente.
“Estamos diante de um marco para Foz. A presença de uma instituição de prestígio como o Centre Pompidou amplia nosso posicionamento global. Saímos da imagem de apenas um destino de natureza para entrarmos de vez no circuito internacional das artes. Isso impulsiona o turismo cultural, fortalece a economia criativa e deixa um legado para as próximas gerações”, declarou.
Dalmont Benites, diretor-presidente da Fundação Cultural, destacou a importância simbólica e estratégica da visita da diretora-geral do Pompidou.
“Receber Julie Narbey em Foz é motivo de orgulho. A chegada desse museu transforma a região trinacional em um polo turístico-cultural e atrai novos fluxos de visitantes para nossos atrativos”, afirmou.
Cultura como vetor de desenvolvimento
A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, reforçou o papel da cultura como instrumento de transformação territorial.
“A instalação de um satélite oficial do Centre Pompidou só é possível porque há alinhamento entre o Governo do Estado e o município. Nossa expectativa é que Foz e toda a tríplice fronteira vivam uma transformação positiva, pautada na cidadania, na valorização da cultura e no desenvolvimento econômico”, destacou.
Primeira unidade do Pompidou nas Américas
Com previsão de inauguração em 2027, o Centro Pompidou Paraná será a primeira antena da instituição francesa nas Américas. O projeto arquitetônico leva a assinatura do renomado arquiteto paraguaio Solano Benítez, e a obra será construída em um terreno cedido pela CCR Aeroportos, ao lado do terminal aéreo de Foz do Iguaçu.
O investimento estimado é de R$ 200 milhões, com recursos do Governo do Paraná. A publicação do edital de licitação está prevista ainda para 2025.
O novo museu será uma extensão do Centre Pompidou de Paris, que já conta com unidades em Málaga (Espanha), Bruxelas (Bélgica), Xangai (China), AlUla (Arábia Saudita) e, em breve, Seul (Coreia do Sul). Foz do Iguaçu será o primeiro endereço da rede em território americano.
Arte para desenvolvimento econômico
A chegada de uma unidade do Centre Pompidou transforma mais do que o cenário cultural de Foz do Iguaçu: ela amplia horizontes, reposiciona a cidade diante do mundo e reafirma a potência da arte como caminho para o desenvolvimento humano e econômico. Em uma cidade acostumada a ser destino de turistas em busca de belezas naturais, o novo museu representa uma mudança de paradigma — Foz agora se prepara para ser também destino de quem viaja em busca de experiências culturais profundas e universais.
Com Informações: Agência Municipal de Notícias
Foto: Divulgação/Agência Municipal de Notícias - AMN


