Professora da UNILA é finalista do prêmio Jabuti

A professora Andreia Moassab, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, é finalista do 55º prêmio Jabuti, maior prêmio literário nacional. Sua obra Brasil Periferia(s): a Comunicação Insurgente do Hip-Hop, da editora PUC-SP/Fapesp, é finalista na categoria de obras não ficcionais – Ciências Humanas. A listagem completa, que inclui aproximadamente 270 obras em 27 categorias, foi divulgada pela organização do prêmio na última quarta-feira (18). Os finalistas foram selecionados dentre mais de dois mil livros e textos inscritos. Prevista para outubro, a segunda fase selecionará três obras de cada categoria para a final, que será realizada em novembro.

O livro é proveniente da sua tese de doutorado. Na obra, Andreia analisa o movimento hip-hop e o identifica como força de resistência contra a comunicação hegemônica. Percebe o movimento como produção de conhecimento e ressignificação das periferias, como mídia, que pode, inclusive, contar histórias silenciadas, excluídas das versões oficiais da História. Para ela, o movimento hip-hop é, atualmente, uma das principais forças políticas culturais hoje no Brasil, importante ator no debate sobre democratização da mídia, racismo, sobre exclusão e segregação socioespacial e violência policial.

"É uma honra ser finalista de uma premiação tão importante e em âmbito nacional como o Prêmio Jabuti. Também inesperado pelo tema pouco palatável que é usualmente o hip-hop. O prêmio colabora para, através do livro, colocar em foco a importância da produção de sentidos na perpetuação de preconceitos e da segregação, que é simbólica, mas também social e espacial. Sobretudo numa sociedade midiática, trata-se de demonstrar que é possível e necessário valorizar outras formas de comunicação", revela.