Prazeres e desafios do setor são lembrados no dia do Hoteleiro

Nesta segunda-feira (09) é comemorado o dia do Hoteleiro. A hospitalidade é a característica desse profissional que envolve um conceito de bem servir aos que procuram o hotel, seja para negócio ou lazer, estabelecendo uma ligação entre os setores ligados ao turismo, além de gerar emprego e desenvolvimento sustentável às regiões onde se estabelece. Grandes eventos no Brasil estão para fomentam o setor, porém é preciso antes de qualquer coisa uma avaliação sobre as expectativas do setor.
Vilmar Machado / Click Foz do Iguaçu
Passados ciclos econômicos os hotéis de Foz do Iguaçu agora mantêm seu foco no turismo familiar e de eventos

É fácil entender porque Foz do Iguaçu é uma das cidades mais visitadas no mundo. As suas belezas naturais juntamente com as feitas pelo homem se tornaram referência e atraem uma grande multidão todos os anos.

E um dos principais pilares que sustenta o setor turístico é o ramo hoteleiro, que enfrenta as dificuldades e os prazeres para o fomento de renda e o aquecimento da economia.
 
É fato que a indústria hoteleira é o segmento do turismo que apresenta o mais evidente desenvolvimento. Basta acompanhar a mídia e diariamente se tem notícia de um novo empreendimento, principalmente das gigantes redes internacionais que descobriram no país a verdadeira terra da oportunidade. Um exemplo em Foz do Iguaçu é o investimento do grupo Oriente Express, que adquiriu o Tropical das Cataratas e o está remodelando. O Hotel das Cataratas passa agora por um período de extensa reforma, a qual teve início em junho de 2008. A reforma do Anexo II já foi totalmente concluída, assim como a reforma da piscina e do Restaurante Ipê Bar e Grill.
 
2009 – Mesmo com tantos novos empreendimentos sendo inaugurados a cada mês, a entidade aponta um crescimento mais tímido nas vendas do que no ano passado em âmbito nacional – entre 2% e 3%. Uma das explicações para o baixo número este ano pode ser a crise mundial iniciada no final de 2008; outra é a gripe suína que espantou os turistas europeus da América Latina e do Sul.
 
Futuro – Porém a previsão para os próximos anos é de encher os olhos dos hoteleiros. Os grandes eventos que o país sediará estão criando oportunidade única. A Copa do Mundo de Futebol pretende dinamizar os principais pontos turísticos do Brasil e Foz do Iguaçu não ficará de fora dessa. “Com Foz do Iguaçu sendo sub-sede da Copa vamos fomentar e economia e não só isso, vamos capacitar o nosso público interno”, comenta o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes e Bares de Foz do Iguaçu, Carlos Silva.
 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) já deu sinais de uma ação atrelada à Copa do Mundo de 2014. O banco criará uma linha de crédito para o setor hoteleiro, com o objetivo de expandir a oferta de hospedagem nas principais capitais do país. Além de fomentar a expansão da rede hoteleira nacional, a idéia é usar estas participações como ponto de partida para a criação de uma carteira imobiliária. 
 
Realidade – Em uma história de sucesso Foz do Iguaçu deu um salto de desenvolvimento após a construção da Itaipu Binacional. Porém a história hoteleira começou antes, em 1915 com o ‘Hotel Brasil’ – situado na Avenida Brasil, onde atualmente encontra-se o Banco HSBC – do pioneiro Frederico Engel. Passado 94 anos a cidade apresenta 111 hotéis e 156 meios de hospedagem – conforme análise da prefeitura realizado o ano passado.
 
Passados ciclos econômicos os hotéis de Foz do Iguaçu agora mantêm seu foco no turismo familiar e de eventos. Proporcionando cada vez mais uma estadia agradável e prazerosa para os turistas. “Estar sempre à frente das necessidades do mercado, preparado para atender as expectativas. O desafio é diário, em todos os momentos, buscando qualificação e uma grande avaliação do que ainda está por vir”, revela o diretor comercial do Hotel Bella Itália, Marcelo Valente, sobre os desafios profissionais.
 
Investimentos – Puerto Iguazu, cidade Argentina que divide fronteira com Foz do Iguaçu, está recebendo altos investimentos de empresas estrangeiras. Somente este ano vários hotéis de luxo escolheram as margens da foz do rio Iguaçu e Paraná para se localizarem. A rede LoiSuites, com custo de US$ 20 milhões, foi o primeiro previsto no complexo hoteleiro que prevê a construção ainda de hotéis das redes Hilton, Hyatt e do Radisson, totalizando mais de US$ 50 milhões em investimentos no país vizinho.
 
“Temos que olhar de uma maneira positiva esses investimentos, quem ganha é o destino turístico, porém os hotéis brasileiros precisam olhar para o futuro para também realizar investimentos. No momento é positivo, mas para não ficar para trás tem que buscar aperfeiçoamento”, comenta Valente.