Vereadores são contrários a venda do campo da Vila A em Foz do Iguaçu

Foto: Assessoria
Vereadores de oposição e situação não são favoráveis à venda do Campo de Futebol da Vila A, em Foz do Iguaçu

Uma boa notícia para os moradores da região da Vila A, em Foz do Iguaçu. A venda do Campo de Futebol da Avenida Silvio Américo Sasdelli – proposta levantada pela prefeitura de Foz e que não teve consulta prévia junto aos moradores – ficará apenas no papel.

Pelo menos é o que garantem os vereadores das bancadas de situação e oposição da Câmara Municipal. Eles se comprometeram em votar contra o projeto do prefeito Paulo Mac Donald Ghisi. “Sou contra a venda. A única maneira de me fazer voltar atrás é se aparecesse na prefeitura algum documento, contendo assinaturas dos moradores que fosse favorável a venda. Mas não parece ser o caso. Todos daquela região se manifestaram contra e, por isso, essa também é minha opinião”, afirmou Nilton Bobato, vereador pelo PCdoB.

Se até os vereadores da situação, mostraram-se contrários a venda, os de oposição fizeram duras críticas ao caso. “Quando surgiu a notícia da possível venda do Campo da Vila A, me manifestei contra. O prefeito quer vender para fazer dinheiro. Se ele não tem capacidade para administrar Foz, então que coloque outro no lugar. O que não pode é vender um patrimônio público”, disse o vereador Sérgio Beltrame (PMDB).

Venda – Rumores deram conta de que a área seria vendida a uma rede de supermercados, que seria instalada naquele local. Isso revoltou ainda mais os moradores da Vila A. Tanto que a Associação de Moradores da Vila A (AMVA) apresentou na Câmara um abaixo-assinado contendo mais de mil assinaturas.

Letícia Roese, 23 anos, passou toda sua infância no bairro formado a partir da construção da usina de Itaipu. Para ela, a venda do “campinho” para uma rede de supermercados bagunçaria toda a estrutura da vila. “Sempre que penso no meu bairro, o que me vem à mente é a tranquilidade e acredito que muitos moradores também pensam assim. Já temos dois grandes e bons mercados aqui. Não nego a comodidade que o comércio local trouxe para nós, mas há também o impacto ambiental que causará, pois será necessário derrubar dezenas de árvores para  construção de um mercado e isso não seria legal”, desabafa a moradora.

O assunto ainda causará muita polêmica até o dia da votação. E ela deve ocorrer apenas em fevereiro ou março, pois no momento a Câmara de Vereadores está em recesso e retoma suas atividades no segundo mês de 2010.